A fabricante de semicondutores AMD anuncia vai passar a investir em P&D no Brasil.

Em parceria com a Unicamp, a empresa iniciará seu primeiro projeto em pesquisa tecnológica na América Latina. No mundo, instituições em países como Alemanha, Reino Unido e Índia já participam.

A partir deste mês, a Unicamp integrará em seu campus o projeto liderado por professores do Instituto de Computação para a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias.

A AMD vai orientar os pesquisadores envolvidos no projeto para o potencial uso de computação heterogênea, e compartilhará dados de pesquisas da companhia dentro do campo relacionado ao tema do projeto desenvolvido pelos acadêmicos.

Para Ronaldo Miranda, presidente da AMD no Brasil, a parceria traz novas oportunidades de sinergias entre o meio acadêmico e empresarial.

“A AMD vê no Brasil um potencial grande na área tecnológica, por isso queremos estabelecer parcerias e relacionamentos em longo prazo que aliem os objetivos da empresa às políticas industriais e de ciência e tecnologia do País”, afirma.

A pesquisa em parceria com a Unicamp será focada no aumento do desempenho no tratamento de imagens utilizando o poder de processamento das GPUs e APUs com o uso de algoritmos paralelizáveis.

No desenvolvimento dessas aplicações serão utilizadas ferramentas open source, sendo a base o conjunto de bibliotecas do OpenCL.

O investimento indica mais atenção da empresa num mercado que, segundo a própria AMD, registrou “grande tração” na carteira da companhia no ano passado: o de países emergentes.

Na verdade, tanto AMD quanto Intel se beneficiam do aquecimento do mercado de eletrônica de consumo, especialmente as vendas de PCs e tablets, entre os países em desenvolvimento.

No ano passado, as vendas de chips cresceram 17,1% no mundo, no Brasil, o crescimento foi de 23,5%.

Além disso, AMD e Intel travam uma batalha tecnológica, numa disputa pela integração da capacidade de processamento gráfico aos processadores, um dos ramos de pesquisa na Unicamp.