Os Chromebooks, como são chamados os netbooks com o sistema operacional Chrome OS, do Google, poderão custar até US$ 20 por mês.

Segundo o Wall Street Journal, a empresa planeja pacotes de comercialização corporativos (a US$ 28 mensais) e educativos, pelos US$ 20/mês. Os contratos, por três anos, incluem os próprios laptops e o suporte do Google.

A tática do Google seria juntar a oferta do hardware com o pacote Google Apps (semelhante ao Office, da Microsoft), que já é oferecido às empresas por US$ 50 dólares ao ano.

Com esse tipo de equipamento, comenta a revista Forbes, as companhias poderiam oferecer um hardware mais acessível e com recursos que permitem controlar melhor o que seus empregados fazem online, pois a Google possui ferramentas para monitorar a produtividade.

Ao público em geral, os modelos custarão entre US$ 349 e US$ 429.

De acordo com a publicação, os primeiros modelos serão fabricados pela Acer e pela Samsung Electronics. As vendas se iniciam em 15 de junho na Best Buy e na Amazon.com.

Do PC para a nuvem
Anunciado há dois anos, o Chrome OS nasceu como uma plataforma que daria novo fôlego aos netbooks – laptops ultraportáteis e geralmente de baixo custo – diante da enxurrada de tablets, que “canibalizaria” os modelos com seu sucesso.

Agora, embarcado em notebooks “normais”, a movimentação do Google é vista como uma tentativa de competir com a Microsoft, especialmente com a oferta nos mercado corporativo e educacional.

Conforme o Wall Street Journal, no entanto, a proposta de modelo do Google  - baseada em cloud - é diferente da que alavancou a Microsoft  - focada no desktop - há alguns anos.

“A complexidade de gerenciar (softwares instalados dentro dos) seus computadores é uma verdadeira tortura para os usuários, e esse é um modelo falho”, disse Sergey Brin, cofundador do Google.

Brin declara que os Chromebooks são um novo modelo que não “põe o peso de gerenciar o computador por si próprio”.

Os laptops do Google serão principalmente baseados na nuvem, com aplicações rodando da internet, incluindo editores de texto e jogos. A intenção é migrar o desenvolvimento do software da base no computador, como ocorre no Windows, e focar na web.

“Companhias que não usarem esse modelo não serão bem sucedidas, eu acho”, completa Brin.

Atualmente, o Windows roda em 88,91% dos computadores do mundo, segundo dados da consultoria NetApplications para o mês de abril.

Já o navegador de internet Google Chrome, base do sistema operacional que rodará nos Chromebooks, é o terceiro mais utilizado no mundo, com 11,94% de participação no mercado, conforme a NetApplications, e 160 milhões de usuários, de acordo com números do Google.

Leia a matéria do Wall Street Journal nos links relacionados abaixo.