Os investimentos de US$ 12 bilhões (ou R$ 19 bilhões) da fabricante chinesa Foxconn, anunciados nessa terça-feira, 12, pela presidente Dilma Rousseff, já são motivo de disputa no Brasil.

A prometida unidade da Foxconn será a primeira a produzir displays com tela sensível ao toque fora da Ásia, diz o ministro das comunicações, Paulo Bernardo.

Ainda não há uma decisão sobre as condições da produção, a localização das instalações e a logística do projeto.

As atuais fábricas no Brasil da Hon Hai, dona da Foxconn, estão localizadas nos estados do Amazonas e de São Paulo, e fabricam produtos para HP e Sony.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo dessa quarta-feira, 13, pelo menos dois estados entram na briga para ser sede da nova unidade, que deve fabricar em território nacional os aparelhos da Apple. São eles São Paulo e Rio de Janeiro.

Até o momento, São Paulo era apontado como o destino certo, uma vez que a empresa já possui uma unidade em Jundiaí.

No entanto, as investidas do empresário Eike Batista, que desde novembro do ano passado fala em trazer uma fábrica da Apple para o Brasil, colocam o estado fluminense no páreo.

Conforme a Folha, a fabricante taiwanesa quer um sócio local, e Eike já manifestou interesse em levar uma fábrica da Apple ao complexo Porto do Açu, da LLX -braço de logística do Grupo EBX.

Isso colocaria o município de São João da Barra, no litoral do Rio, na rota dos investimentos.

Com arrecadação de cerca de R$ 360 milhões por ano, 75% da receita do município vem dos royalties de exploração do petróleo, informa o jornal. No entanto, a formação de mão de obra pode ser um desafio no Rio de Janeiro.

O município tem hoje 32 mil habitantes, menos de um terço do volume estimado pela Foxconn.

A favor do governo paulista, pesam as negociações já em andamento – que duram mais de seis meses, segundo a Folha – além do contingente profissional das universidades paulistas.

A nova fábrica da Foxconn estaria pronta para iniciar sua produção em novembro, segundo fontes industriais, e seria vital para responder à alta demanda mundial de dispositivos como o iPhone e o iPad.

Em matéria publicada nessa quarta-feira, 13, o jornal norte-americano Financial Times declara que a investida da Foxconn é uma tentativa de entrar na maior economia da América Latina, e é o negócio mais promissor entre os tratados pela presidente Dilma na sua viagem de cinco dias à China.

Além da Foxconn, a ZTE prometeu investir US$ 350 milhões em uma nova fábrica em Hortolândia, no estado de São Paulo.

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