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O presidente da Anatel, João Rezende, prevê que o Brasil terá a tecnologia 4G antes de economias avançadas.

Segundo o dirigente, respeitando-se o prazo de 45 dias após a publicação do documento, o leilão deve acontecer a partir de 11 de junho, começando a liberar as faixas às operadoras.

A fórmula do processo licitatório foi aprovada nessa quinta-feira, 12, pela Anatel, mas ainda depende da análise do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os planos de negócios e, principalmente, sobre os preços mínimos dos lotes de faixas de radiofrequência.

Rezende classificou a decisão da Anatel como "histórica", pelo fato de o Brasil adotar a tecnologia do 4G antes até do que algumas economias avançadas, como o Reino Unido.

Hoje, segundo o site World Time Zone, dentro do G7, apenas três países – Canadá, Estados Unidos e Japão – têm a tecnologia 4G, deixando para trás França, Alemanha, Itália e Reino Unido.

No entanto, a relação entre desenvolvimento e adoção da tecnologia não é tão óbvia.

Segundo a mesma fonte, países como Gana, Jamaica, Camarões, Nigéria, Panamá e Peru já têm a oferta por algumas operadoras.

Apesar de o edital abrir espaço para até seis concorrentes no serviço, Rezende não quis antecipar a presença de companhias estrangeiras na disputa.

“A participação de grupos estrangeiros que ainda não atuam no mercado brasileiro é possível, mas não dá para antecipar porque existem companhias extremamente discretas”, concluiu.

Motivo de controvérsia entre as operadoras no Brasil, o leilão do 4G foi questionado pela Vivo, Oi e TIM. Apenas a Claro se mostrou favorável à realização da oferta na data. As outras operadoras preferiam expandir a rede 3G.