Matéria da Folha de S. Paulo publicada nessa quinta-feira, 14, indica que metade do preço pago pelo tablet da Apple no Brasil, o iPad, corresponde a imposto.

A informação foi obtida a partir de documentos fiscais, apontando que praticamente 51% do valor total se deve a tributos pago pelo importador por taxas governamentais, sendo que o que mais pesa é o Imposto de Importação, com alíquota de 16%, seguido do IPI, com 15%.

Com a distribuição para as lojas, outros impostos recaem sobre o aparelho, explica o jornal.

Segundo a Folha, na ponta do lápis os dados significam que, dos R$ 1.399 pagos pelo brasileiro no modelo mais simples do tablet da Apple, R$ 560 – ou quase 40% – são impostos.

Sem eles, o valor cairia para R$ 839, menos de R$ 50 acima do preço que um brasileiro pagaria, em reais, por um iPad Wi-Fi de 16GB de armazenamento nos Estados Unidos – US$ 499, segundo a loja online norte-americana da Apple.

De acordo com o jornal, a chegada da Foxconn ao Brasil pode aliviar um pouco o peso tributário.

Para isso, diz a Folha, o governo federal precisará resolver o impasse de como classificar esses equipamentos. Os tablets hoje não têm enquadramento formal perante a Receita.

Se classificados como notebooks, como reivindica a indústria, os tablets produzidos no Brasil poderão ter carga tributária de 17% para os fabricantes.

No varejo, os brasileiros pagarão em impostos um terço do que pagam hoje no importado.

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