Eike Batista vai entrar na sociedade com a Foxconn para viabilizar a fabricação do iPad no Brasil, só não tão cedo.

Investimento prometido de US$ 12 bilhões em maio, e sob avaliação desconfiada pelo BNDES no segundo semestre, o negócio ainda tem espaço para mais sócios, e se dividirá em três etapas.

Na primeira, com os parceiros atuais, diz o jornal Folha de S. Paulo, Eike entrará com US$ 500 milhões e o BNDES com até US$ 1,2 bilhão – 30% do investimento total necessário, calculado em US$ 4 bilhões, para instalar uma fábrica de telas para televisores no país.

Mais sócios
De acordo com Exame, o CEO da taiwanesa Foxconn, Terry Gou, quer entrar somente com a sua tecnologia no capital da empresa.

Para concluir esse investimento, BNDES, Eike e Gou buscam mais sócios. Um do setor de infraestrutura, para construir a unidade, e outro para absorver a tecnologia.

Estão na mira empreiteiras como Andrade Gutierrez e empresas nacionais como Positivo, Semp e Itautec, contatadas pelo governo para uma sondagem de interesse.

No Palácio do Planalto, relata a Folha, a avaliação é que há 70% de chances de o negócio se concretizar.

E o tablet, quando?
Só em uma etapa posterior, a empresa taiwanesa pode instalar uma segunda unidade no país, também de US$ 4 bilhões, para fabricação de telas sensíveis de tablets, smartphones e computadores.

Como não há previsão de prazo nem para a primeira fábrica, as vendas do iPad em solo brasileiro, já prometidas e desmentidas várias vezes por membros do governo Dilma Rousseff, seguem no “para não sei quando”.

Onde fica?
Onde será instalada a primeira unidade não foi anunciado ainda. Seis estados estavam na disputa: Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Com a entrada de Eike, os cariocas ganham força na atração da empresa.

A Foxconn, que já tem uma fábrica de montagem em Jundiaí (SP), onde já produz o iPhone 4S em sua linha de montagem, e teria planos para uma outra unidade de produção de baterias, placas de energia solar e outros itens complementares ao negócio.

Esse último investimento também ficaria na casa dos US$ 4 bilhões, totalizando os US$ 12 bilhões que Terry Gou chegou a anunciar que aplicaria no Brasil.