O presidente do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), Cylon Gonçalves da Silva, promete o primeiro chip brasileiro para 2012.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico dessa sexta-feira, 15, Cylon declarou que os entraves ao início da produção foram superados.

“Encerramos a novela da construção da fábrica”, disse Cylon ao jornal.

Cylon assumiu o Ceitec em agosto de 2010, após a saída de Eduard Weichselbaumer, que estava no cargo desde março de 2009, após uma convivência conturbada com os processos administrativos de uma empresa vinculada ao governo – ele teria criticado a burocracia e as dificuldades de implementar modificações em carta de demissão ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

Já Cylon, com passagens por centros de pesquisa vinculados ao governo, é tido como alguém habituado aos trâmites da legislação e, como descreve o Valor, “aberto à interação com o mercado”.

“A burocracia atrapalha, mas existem formas de atenuar os problemas com gestão, planejamento e antecipação das necessidades”, diz o físico ao jornal.

Desde os primeiros passos do Ceitec, quando a Motorola doou os primeiros equipamentos, se passaram 10 anos. Da meta original de estreia da linha de produção (agosto de 2007), quase quatro.

Nesse período, relata o Valor, a fábrica recebeu investimentos de R$ 500 milhões, a maior parte do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), sem fabricar, de fato, nada. Mas agora, vai.

Segundo o calendário de “datas fatais”, como descreve a reportagem, bolado pelo novo diretor, ainda em 2011 se terá a fabricação experimental.

As obras terminaram dia 29 de fevereiro e até 15 de junho será concluído o processo de "aceitação": a verificação da conformidade entre o prédio e o projeto. Até 31 de maio será encerrada a reforma dos equipamentos doados pela Motorola, diz o Valor.

Até 30 de setembro, o comissionamento das ferramentas para o início da transferência de tecnologia de fabricação pela alemã XFab, em 1º de outubro. Essa etapa será concluída em 18 meses.

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