A SKA começou a vender no mercado brasileiro as impressoras 3D da americana Stratasys, a líder mundial no segmento.

O novo negócio foi iniciado com a incoporação de três funcionários e da carteira de 100 clientes de impressão tridimencional da paulista Sysgraph, que por sua vez foi adquirida em agosto de 2011 pelo suecos da Hexagon, que decidiram sair da área de impressão 3D no Brasil.

Siegfried Koelln, diretor da SKA, não revela qual foi o valor do negócio, mas não esconde que a companhia tem grandes expectativas para nova divisão, que deve agregar R$ 5 milhões em faturamento já em 2012, contribuindo para a meta da empresa de fechar o ano em R$ 30 milhões.

“Nós vamos investir pesado nessa área. Muitos dos nossos clientes já escolheram a Stratasys como fornecedora e o número deve aumentar”, projeta Koelln, que fechou em San Diego durante o SolidWorks World a compra de uma impressora de US$ 250 mil da multinacional.

O equipamento, quase do tamanho de um carro popular, será exposto em um showroom a ser montado em São Paulo no primeiro trimestre.

Koelln diz estar confiante por ter um produto de “primeira linha”, com boa base instalada – 100 clientes são um número relevante em um mercado ainda incipiente no país – além de ter incoporado profissionais experientes no ramo.

A SKA vai trabalhar com toda linha Stratasys, que vai desde impressoras para pequenas peças com custo no mercado brasileiro na faixa dos US$ 20 mil até máquinas capazes de “imprimir” o painel completo de um carro já no material original, com preços na faixa dos US$ 500 mil.

A nova linha de produtos será um gás adicional no crescimento da SKA, que já vende soluções de CAD 3D da SolidWorks, de CAM da EdgeCAM além de outros softwares específicos para manufatura.

Para 2013, quando a meta é chegar aos R$ 40 milhões, as vendas de impressoras deverão ter dobrado de tamanho, chegando a R$ 10 milhões.

* Maurício Renner cobre o SolidWorks World 2012 a convite da DS SolidWorks