Os preços agressivos praticados pela indústria de PCs deram certo, e o Brasil fechou o trimestre com novo recorde de comercializações.

Foram 3,86 milhões de unidades comercializadas, colocando o Brasil na terceira posição no ranking mundial de vendas de computadores, atrás apenas de Estados Unidos e China, e à frente do Japão.

Mais notes, menos desktops
Do total, 48,5% foram desktops e 51,5% notebooks. Neste cenário, 69,5% foram destinados ao segmento doméstico, 25,8% ao corporativo e 4,7% a governo e educação.

O recorde anterior de venda de computadores no Brasil foi registrado no primeiro trimestre deste ano, quando o país comercializou mais de 3,6 milhões de computadores, sedo 50,5% notebooks e 49,5% desktops.

Em comum, os trimestres têm o predomínio dos portáteis sobre estações de mesa.

“A mobilidade está no centro das atenções dos consumidores. A condição da economia no país somada ao fato de a classe média continuar com acesso a crédito fazem com que o segmento aponte para números maiores a cada fechamento desse estudo”, explica Martim Juacida, analista de mercado da IDC Brasil.

Somente em notebooks, se comparado o segundo trimestre deste ano com o primeiro, chega-se a uma performance de vendas 10,5% superior.

“Já na comparação com o mesmo período de 2010, o desempenho das vendas chega a ser 27% maior”, completa Juacida.

Terceiro maior mercado
No ranking mundial, o Brasil ultrapassou o Japão por 95 mil computadores, e ficou com a terceira posição no ranking mundial do mercado de PCs.

O volume comercializado no mercado brasileiro sinaliza um recorde de vendas que situa o país atrás apenas da China e dos Estados Unidos que, respectivamente, ocupam a primeira e segunda colocação no mercado global de PCs.

Os dados fazem parte do estudo Brazil Quarterly PC Tracker, realizado pela IDC Brasil.