Caio Alegre e Roberto Sarreta. Foto: divulgação.

Imprimate, paulista especializada em impressão 3D que estreou no mercado há cinco meses, tem no Sul um de seus motores para alcançar a meta de faturar R$ 1 milhão e somar 300 clientes em 2012.

A companhia aposta no modelo de franquia, e as três primeiras ficam em Caxias do Sul, Curitiba e Joinville, atendendo a um total de 18 clientes na região, onde o plano é chegar a 10 franqueados este ano.

O número é metade da meta geral de franqueados que a Imprimate  projeta conquistar em todo o país este ano, e que só irão atuar na área comercial, já que todo o processo de impressão é centralizado no escritório da empresa, em São Paulo.

Ou seja: o franqueado não precisa investir em maquinário algum.

O aporte inicial gira em torno de R$ 19 mil, com ROI previsto para 18 meses, segundo Caio Alegre, um dos diretores da Imprimate.

“Como cada franqueado terá exclusividade em sua cidade ou região, considerando uma média mínima de três a cinco clientes por mês para cada um e com uma comissão que varia entre 20 e 30% sobre o valor das vendas, chegamos a uma média de renda mensal de R$ 3 mil a R$ 6 mil”, afirma o executivo.

A mira no Sul se deve ao potencial da região nos mercados que são aposta da empresa: construção civil, arquitetura e prototipagem.

"Estamos de olho em um mercado que, no ano passado, movimentou US$ 1,4 bilhão no mundo”, afirma Alegre. “Projetamos nos tornar o maior birô de Impressão 3D no Brasil”, completa Roberto Sarreta, também sócio do empreendimento.

Só nós temos
Os diretores também destacam que o investimento inicial na Imprimate foi de aproximadamente R$ 500 mil, em equipamentos, tecnologia e treinamentos de franqueados, principalmente.

Mais rápido, mais barato
A tecnologia de impressão 3D da companhia é única no país, segundo Alegre, e tem apresentado diferenciais de tempo e custo em projetos diversos, especialmente nos setoers de construção e decoração.
 
“Se antes uma maquete levava de 60 a 90 dias para ficar pronta, com a impressora nós demoramos de 15 a 20 dias para entregá-la, com custo até 30% menor, dependendo do projeto”, explica o diretor.
 
Já Sarreta lembra que tal redução abre a possibilidade de utilização de impressão 3D em maquetes para projetos de pequeno e médio porte.
 
“Os preços médios desse tipo de trabalho costumam sair a partir de R$ 2 mil, mas podem ser mais altos, conforme a complexidade e detalhamento. Mas para protótipos menores, como bonecos, os valores podem ser bem mais baixos, a partir dos R$ 250”, destaca ele.