O mercado de sistemas eletrônicos de segurança registrou crescimento de 12% em 2010, sobre 2009, encerrando o ano com faturamento de US$ 1,680 bilhão no país.

Já em número de empresas, o Brasil conta com cerca de dez mil atuantes no segmento, que geram em torno de 125 mil empregos diretos e mais de 1,4 milhão indiretos.

Os dados são de um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese).

De acordo com a pesquisa, nos últimos dez anos o mercado de sistemas eletrônicos de segurança vem crescendo a taxas médias de 13% anualmente.

Mas o potencial é maior, conforme a avaliação da associação: hoje, de um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistemas de alarmes monitorados, pouco mais de 11% desse total - 710 mil imóveis – o fazem.

Em termos de tecnologias, os alarmes contra intrusão representam 26% do mercado de sistemas eletrônicos de segurança.

Já os sistemas de controle de acesso representam 24% do mercado, incluindo equipamentos de identificação, cartões de acesso, número de identificação pessoal e equipamentos biométricos (impressão digital, iris, voz, palma da mão e facial).

Deste total de sistemas e equipamentos em uso, mais de 90% são consumidos pelo setor não-residencial.

Conforme avaliação da entidade, trata-se de um mercado “relativamente novo” no país, mas que deverá ampliar seu crescimento nos próximos anos devido ao aumento do uso das tecnologias pela classe média brasileira.

Isso, segundo a pesquisa, ocorrerá em função da demanda criada pelos grandes eventos esportivos por vir – Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016.

Ainda de acordo com a Abese, os mesmos eventos e também rotinas diárias farão com que a utilização das tecnologias de sistemas eletrônicos de segurança cresçam também entre os serviços públicos.

“As tecnologias de destaque são inúmeras. Se pensarmos em tendência mundial, podemos citar sistemas de controle de tráfego em vias públicas e rodovias, análise inteligente de vídeo e identificação biométrica”, avalia o presidente da Aese, Carlos Progianti.

O dirigente também ressalta o conceito de cidade digital, com a integração de registros e informações  aos sistemas de órgãos públicos competentes.

“A indústria da segurança cresce junto a outros indicadores brasileiros. A estabilidade econômica, o dólar com valores estabilizados, aliados à evolução da TIC, alimentam o desenvolvimento de produtos e serviços de segurança eletrônica”, completa Oswaldo Oggiam, diretor de marketing da Abese.