Brasil e SMB. Eis as palavras de ordem da estratégia de crescimento da HP no mercado de impressão, no qual o faturamento da companhia cresceu US$ 7 bilhões globalmente de 2001 para cá, tendo no país um de seus motores.
 
“Dentre os BRIC, o Brasil é onde temos nosso maior market share, com 65% do setor de impressão”, conta Fernando Lewis, vice-presidente do Grupo de Imagem e Impressão da HP. “O país é o 5º maior mercado do mundo nesta área, devendo subir para o 3º lugar em 2015, segundo dados do IDC”, completa.
 
Na lista dos emergentes, as demais colocações no ranking de market share da companhia ficam com Índia (55%), Rússia (42%) e China (39%).
 
O país
O motivo para o Brasil ser tão significativo, segundo Lewis, é fácil de ser notado: o país é um dos mercados nos quais a empresa tem crescido a taxas de dois dígitos ano após ano, mesmo em tempos de crise. 
 
No segundo trimestre de 2011, por exemplo, o IDC contabilizou em torno de 5,6 milhões de equipamentos de impressão vendidos no Brasil, alta de 11% sobre o mesmo período de 2010 – resultado que reverteu uma queda de 7% registrada em 2009, ano ápice da crise mundial. 
 
“E até o fim deste ano, o país deverá superar a marca de 1 milhão de unidades vendidas só em impressoras a laser, segmento do qual temos 48% de fatia do mercado local”, comentou Lewis durante o HP Big Bang 2011, realizado nesta terça-feira, 22, em São Paulo.
 
Além disso, o país é forte mesmo em setores que ainda são recentes nos negócios da empresa, como o de cloud printing.
 
Segundo Alfredo Cors, diretor de Ink Jet e Web Solutions da HP, o serviço de impressão em nuvem lançado há cerca de um ano, a partir de tecnologia criada no centro de desenvolvimento da companhia em Porto Alegre, tem crescido a taxas contidas e dentro da base, sem gerar ainda grandes volumes de novos contratos. 
 
“Entretanto, das impressoras jato de tinta que vendemos no Brasil em 2010, 40% tem o e-Print, nosso serviço de cloud”, comenta Cors. “Isso equivale a falar em mais de 500 mil máquinas”, completa.
 
O SMB
E quando fala em e-print, o executivo entra no outro foco da HP para crescer no mercado de impressão: as pequenas e médias empresas, um setor no qual o país soma pelo menos 26 mil estabelecimentos elencados pelo IDC. 
 
Para abocanhar este segmento, a empresa mira principalmente a região Nordeste, onde, conforme Lewis, o crescimento acelerado do PIB tem incentivado a proliferação de empreendimentos deste porte.
 
“Cada vez mais as empresas tendem a sair da informalidade, e isso amplia a quantidade de impressões, sem dúvida”, afirma Lewis. “Para este mercado, nosso investimento se dedicará à capacitação e ampliação da rede de canais, além da instalação de mais lojas e e-Print Centers – devemos ter ao menos oito novos na região em 2012”, afirma.
 
Os e-Print Centers são locais onde o cliente pode não só comprar equipamentos HP, mas também imprimir seus documentos, tanto presencialmente quanto por envio via e-mail – utilizando a tecnologia e-Print.
 
Outra aposta da companhia no SMB é o lançamento de novas séries de equipamentos, como o modelo PRO 8600 da linha Office Jet. 
 
“Usando e-Print, esta máquina produz documentos profissionais, em cores, a um custo por página 50% menor que impressoras a laser”, afirma o VP.
 
O pai da criança
Gaúcho, Lewis é um dos fundadores do centro da HP em Porto Alegre. 
 
“Iniciamos as atividades há cerca de dez anos, e hoje 400 colaboradores trabalham no local, de onde sequer respondem à HP Brasil: as atividades são mundiais”, orgulha-se o executivo.
 
No geral
Se para o Brasil as projeções da HP para o setor de impressoras são otimistas, globalmente não ficam por menos.
 
Até 2015, a empresa prevê que só suas impressoras digitais terão imprimido um terabyte de páginas. 
 
Já em se falando só de outsourcing de impressão, a meta é, até 2014, dobrar o numero de páginas contratadas por empresas. 

* Gláucia Civa viajou a São Paulo a convite da HP.