EBX, Positivo e Semp Toshiba estão negociando participação na construção das duas fábricas de displays que a chinesa Foxconn planeja construir no Brasil.

A informação é do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que participou nesta segunda-feira, 24, de um evento no MCTI.

“Nesse projeto é essencial a parcela de capital brasileiro para a transferência de tecnologia”, afirmou o ministro.

O presidente da EBX, Eike Batista, tratou do tema em reunião com a presidenta Dilma Rousseff na sexta-feira, 22.

Segundo o MCT, a intenção é avançar as negociações com dois sócios tecnológicos, que seriam a Positivo e a Semp Toshiba, além de um sócio estratégico, papel que poderia ficar com a EBX.

Como se trata de um grande investimento – apenas a primeira planta deve movimentar recursos da ordem de US$ 5 bilhões – a concretização da fábrica depende ainda engenharia financeira do acordo entre a Foxconn, os parceiros nacionais e do BNDES.

Recentemente, o banco manifestou relutância quanto ao crédito, uma vez que certas exigências feitas pela empresa, bem como o montante desembolsado pela própria Foxconn levantaram suspeitas dos técnicos da instituição de fomento.

Paraná por fora
O nome não foi citado por Mercadante, mas a estatal de energia e telecomunicações paranaense Copel já manifestou oficialmente sua intenção de atrair os investimentos da Foxconn para o Paraná.

Em nota, a empresa disse que vai “avaliar possíveis investimentos na área de energia com o intuito de viabilizar a atração da Foxconn para o Estado do Paraná”. As candidatas seriam Londrina e Maringá.

Se entrar na disputa, os paranaenses concorrerão com Minas Gerais e São Paulo, sendo que os paulistas já têm uma unidade da empresa em seu território, em Jundiaí, onde o iPhone já estaria em produção.

Em maio, a Foxconn anunciou, durante visita da presidente Dilma Rousseff à China, sua intenção de investir US$ 12 bilhões no Brasil.