As brasileiras Digibrás (do grupo CCE) e CBTD (controladora da marca Gradiente), e a panamenha Greenworld deverão investir US$ 51,2 milhões na produção de tablets no Brasil a partir de junho.

Segundo matéria publicada no site Folha.com na noite dessa quarta-feira, 25, as empresas receberam recentemente a autorização da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para a fabricação dos modelos na região.

De acordo com a Superintendência, os tablets terão tecnologia chinesa e taiwanesa.

Espera-se que cada uma das linhas de produção gere entre 110 e 130 empregos na Zona Franca de Manaus.

O site da Folha diz que a Greenworld produzirá 5 mil tablets já no primeiro mês de operação, vendendo o produto a R$ 699 – o menor valor anunciado por um tablet até o momento no país.

Detalhes como as configurações do aparelho e o sistema operacional que rodará nos tablets não foram informados pela Folha.com.

Conforme o site do jornal, a Greenworld escolheu Manaus pelas vantagens nas isenções do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do ICMS, zerado pelo governo do estado para tablets.

As outras empresas não se manifestaram na matéria da Folha.com.

15 marcas made in Brasil
Iniciada a produção por esses três fabricantes, a lista de empresas interessas em produzir tablets no Brasil, divulgada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em entrevista ao site G1, subirá para 15, incluindo marcas como Positivo, Motorola, Samsung e Apple.

Espera-se que a Foxconn comece, também no início do segundo semestre desse ano, suas operações em Jundiaí, fabricando já o iPad 2. Peças do tablet já estariam na cidade, aguardando o início da produção.

Pesquisas realizadas com consumidores pela consultoria GfK indicam que metade dos brasileiros gostaria de ter um iPad – tablet que reavivou o interesse do mercado de usuários finais para os computadores do tipo prancheta.

Segundo a IDC, no ano passado foram vendidos 100 mil tablets no Brasil, número que deve chegar a 300 mil no final desse ano.

As recentes medidas do governo, através de uma medida provisória que isenta a fabricação em território nacional dos tablets do PIS/Cofins, e o enquadramento pela Receita Federal na Lei do Bem, devem resultar num barateamento superior a 30% para os tablets no Brasil.

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