A partir desta quarta-feira, 27, data do lançamento latino-americano da nova linha Norton de soluções de segurança, todos os computadores que saírem da fábrica da curitibana Positivo com Windows 7 terão uma versão gratuita dos antivírus e outras ferramentas da Symantec válida por um ano.

A estratégia faz parte dos planos da empresa norte-americana para crescer via OEM no Brasil, que inclui parcerias a serem firmadas em breve com outros fabricantes de computadores, como CCE e Toshiba, conforme anunciado pelo gerente de Vendas para mercado de OEM/xSP na AL da Symantec, Otto Stoeterau.

No caso da Positivo, a aliança iniciou em 2010, envolvendo apenas o antivírus. Hoje, a fabricante paranaense é a primeira a do país a lançar máquinas com a suíte Norton 2011 completa pré-instalada.

Um acordo que desde o início tem se mostrado uma relação de ganha/ganha: já no primeiro ano, a parceria praticamente liquidou os problemas da Positivo com reclamações referentes à segurança.

“Foram quatro chamadas, em 12 meses, para o atendimento ao cliente em função de problemas com vírus”, comemora Adriana Flores, diretora de desenvolvimento de Produtos da fabricante paranaense que é líder no Brasil em seu setor e quarta na América Latina, com 905 mil unidades vendidas no 1S10 e faturamento de R$ 2,51 bilhões em 2009.

Segundo a executiva, a aliança favorece a Positivo frente à concorrência, já que a segurança é uma das maiores preocupações demonstradas pelo consumidor no ato da compra.

Favorecimento também para a fornecedora do Norton: hoje a América Latina representa 33% das vendas da Symantec, sendo o Brasil o país líder em market share para a companhia.

“A Positivo é o perfil de parceiro ideal para marcar terreno”, afirma Stoeterau. "E cada acordo soma para ampliar a presença da marca no país. Quando as grandes empresas se deparam com os números do Brasil, percebem que é um mercado que não se pode dispensar. É fazer de crescer o olho”, avalia.

Mantendo esta linha de pensamento, desde abril deste ano a Symantec tem uma unidade dedicada aos países emergentes.

"Esses mercados vão responder por 25% da economia global em 2015. Têm que ser valorizados", disse Janice Chaffin, presidente da unidade de Negócios ao Consumidor da Symantec, que esteve em São Paulo para o lançamento dessa quarta-feira.

A organização já aumentou os investimentos em time de vendas e de marketing em 25% e 35%, respectivamente, apenas no Brasil. A empresa, entretanto, não revela metas de crescimento específicas para o país.

Já em números gerais, divulga que encerrou 2009 com receita de US$ 6,2 bilhões. Também mundialmente, segundo relatório da certificadora de software Oesis OK, a Symantec é a terceira em market share na área de segurança, com 10,06% de mercado em junho.

Ficam à frente da norte-americana a Avast (19,14%) e a Avira (11,39%), graças às soluções gratuitas oferecidas, ressalta o estudo. A McAfee é a sétima colocada, com 7,3%.

* Guilherme Neves viajou a São Paulo a convite da Symantec