CP Eletrônica

A gaúcha CP Eletrônica não está para brincadeira: com 1,3 mil clientes ativos na carteira e faturamento de R$ 33,4 milhões em 2011, a companhia projeta chegar aos R$ 40 milhões este ano, além de ampliar a lista de atendidos em pelo menos 15%.

Especializada em produtos para o suprimento de energia para cargas críticas, a companhia baseia as projeções de expansão em várias frentes. Uma delas, a ampliação da cobertura nacional.

“No ano passado, tivemos um crescimento muito expressivo no segundo semestre, o que se deve a ações como a criação de uma quarta regional para atender diretamente ao Norte e Nordeste”, explica Carlos Pôrto, diretor-presidente da CP.

Segundo ele, um dos pontos fortes para atender à demanda que só tende a aumentar este ano.

“O Brasil continuará em ritmo de crescimento sólido, investindo em infraestrutura e atraindo investimentos internacionais em novas fábricas. A redução gradual de juros estimulará investimentos em atividades produtivas, as verdadeiras geradoras de renda, e estamos preparados para atender”, aposta.

Além das regionais, a CP também ampliou sua rede de assistência técnica, que hoje conta com 83 pontos distribuídos por todo o território nacional, com técnicos treinados na fábrica, em Porto Alegre.

Com isso, a CP garante atendimento a clientes do porte de Bradesco, Banrisul, ALL, Carrefour, Coca-Cola, GM, Gerdau e Oracle, entre outros.

“Em um setor como o nosso, em que o fornecimento de energia sem interrupção é fator crítico, a imediata disponibilidade de peças e atendimento da pré a pós-venda são alto diferencial”, comenta Pôrto.

Sem parar!
O reforço do portfólio também está nos planos da CP para chegar aos R$ 40 milhões este ano.

Uma das linhas na mira é a de nobreaks, que, segundo Pôrto, vai ganhar novas funcionalidades.

Não à toa: os nobreaks têm se mostrado um negócio dos mais promissores para a companhia, que no ano passado, só em um contrato com o Banrisul vendeu cerca de R$ 760 mil em equipamentos da linha.

Na negociação com o banco, realizada via pregão eletrônico, a indústria gaúcha venceu a Logmaster e a PhD, fornecendo um nobreak de 10 KVA por R$ 29.869; um de 15 KVA por R$ 32.150; 11 nobreaks de 5 KVA por R$ 141.295; 13 de 7,5 KVA por R$ 252.200; e 72 de 1,6 KVA por R$ 303.480.

Os equipamentos, segundo divulgado pelo banco na época, são destinados à renovação de aparelhos de sua rede de agências.

No geral, o pregão inclui dois contratos – o outro, vencido pela LTA-RH Informática -, em um valor total de R$ 2,85 milhões.

Sustentável
Outra novidade da CP Eletrônica é um inversor capaz de injetar corrente elétrica oriunda de uma fonte solar em redes convencionais.

Criado pelo departamento de P&D da companhia, inaugurado em 2010, o equipamento é mais uma demonstração do quanto a CP está de olho no segmento de energias renováveis.

“Estamos participando ativamente dos esforços para implantação de usinas de fonte solar”, conta Pôrto, sem mais detalhes. “Temos desenvolvimento com recursos próprios, em tecnologia 100% nacional, e capaz de atender a esta demanda em franco crescimento”, reforça.

Diverso
O portfólio da CP inclui, ainda, estabilizadores, retificadores, analisadores de baterias, chaves de transferência, soluções para gerenciamento de todos estes tipos de equipamento, entre outras ferramentas.

A fábrica da companhia, em Porto Alegre, conta com mais de 4 mil m2.

Segundo Pôrto, a empresa foi a primeira brasileira fabricante de suprimentos de energia (nobreaks e estabilizadores) a ter seu sistema de qualidade certificado na norma ISO 9001, já tendo sido recertificada na versão 2008.