Lucro da Cielo cai 0,3% e fica em R$ 423 mi

28/07/2011 10:30

A Cielo, especializada em soluções para meios de pagamento eletrônicos, fechou o segundo trimestre de 2011 com receita operacional líquida, acrescida da receita líquida proveniente das operações de antecipação de recebíveis da companhia, de R$ 1,119 bilhão.

O número representa um crescimento de 6,7% sobre o mesmo período de 2010 e de 3,4% sobre o trimestre anterior.

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A Cielo, especializada em soluções para meios de pagamento eletrônicos, fechou o segundo trimestre de 2011 com receita operacional líquida, acrescida da receita líquida proveniente das operações de antecipação de recebíveis da companhia, de R$ 1,119 bilhão.

O número representa um crescimento de 6,7% sobre o mesmo período de 2010 e de 3,4% sobre o trimestre anterior.

Já o lucro líquido da companhia ficou em R$ 423,6 milhões no 2T11, redução de 0,3% em relação ao trimestre anterior.

No 2T11, a Cielo ampliou a captura de transações de débito e crédito, somando 1,094 bilhão de transações, ou 13,4% a mais do que no mesmo período do ano passado.

O volume financeiro das transações totalizou R$ 74,6 bilhões, expansão de 21,2% ano/ano e de 6,3% sobre o 1T11.

Especificamente com cartões de crédito, o volume financeiro de transações processadas totalizou R$ 46,8 bilhões no 2T11, o que representou um crescimento de 20,4% em relação ao 2T10, e de 5,6% na passagem trimestral.

O ticket médio das transações com cartão de crédito foi de R$ 73,26 – alta de 6,2% e 1% sobre o ticket médio do 2T10 e 1T11, respectivamente.

Já na modalidade cartões de débito, o volume de transações processadas totalizou R$ 27,8 bilhões, crescimento de 22,7% em relação ao mesmo período do ano passado e de 7,4% sobre o trimestre anterior.

O ticket médio das transações com cartão de débito foi de R$ 61,09, 8,2% superior ao ticket médio das transações no mesmo período do ano passado, e 5,6% maior em relação ao 1T11.

A receita de comissões de crédito e débito, por sua vez, totalizou R$ 754,9 milhões, 1,8% superior ao mesmo período de 2010.

A empresa também encerrou o trimestre com presença em 5.497 dos 5.565 municípios brasileiros, cobertura de 98,8%, ante 98,5% no 1T11.
Avanço no e-commerce e mobile payment

No trimestre, a Cielo também reforçou sua atuação nos segmentos de pagamentos móveis e de comércio eletrônico.

Em maio, a companhia anunciou a aquisição de 100% do capital da Braspag, empresa especializada em processamento de pagamentos para e-commerce que detém aproximadamente 65% de market share, com os principais varejistas online na carteira de clientes.

Universo mobile
Após ter lançar um aplicativo, no final de 2010, que transforma o iPhone, iPad e iPod touch em um terminal da Cielo para viabilizar transações com cartões, a companhia ampliou a solução de pagamento móvel aos smartphones e tablets que usam Android.

O novo aplicativo, lançado em junho, permite a realização de transações com as bandeiras Visa, MasterCard, American Express, Elo e Aura.

“Isso consolida nossa liderança no segmento de mobile payment. Somos novamente a única credenciadora do país a disponibilizar a tecnologia para os aparelhos equipados com a plataforma Android”, ressalta o presidente da companhia, Rômulo de Mello Dias,Bolsa

Bolsa
O executivo também destaca a atuação da companhia, no trimestre, no mercado de capitais.

“No 2T11, enquanto o Ibovespa desvalorizou 9,91%, nossas ações apresentaram valorização de 9,09%”, relata ele.

Conforme relatado no balanço oficial da empresa, no dia 30 de junho de 2011, os papéis CIEL3 fecharam cotados a R$ 39/ação, representando um valor de mercado de R$ 21,3 bilhões.

Além disso, em 1º de junho, sob o código CIOXY, as ADRs (American Depositary Receipts) da Cielo começaram a ser negociadas no OTCQX International Premier, o segmento mais alto do mercado de balcão norte-americano (OTC).

“Com a plataforma de negociação OTCQX, ganhamos visibilidade no mercado norte-americano e passamos a oferecer aos investidores negociação mais transparente, informações de qualidade superior e acesso fácil por meio de corretores regulamentados nos EUA”, salienta Mello.

A principal vantagem, segundo ele, é o aumento da exposição aos investidores estrangeiros.

A Cielo é responsável pelo credenciamento de estabelecimentos comerciais, por captura, transmissão, processamento e liquidação financeira de transações realizadas com cartões de crédito e débito.

A companhia captura as transações das três maiores bandeiras de cartões do mundo - Visa, MasterCard e American Express -, além da JCB (Japan Credit Bureau), a quinta maior bandeira de cartões de pagamentos do mundo.
Cartões de benefícios como Visa Vale, Ticket, Sodexo, Bônus CBA, Cabal Vale, Verocheque e Sapore também são aceitos na rede Cielo.

A empresa tem parceria, ainda, com as bandeiras regionais Aura, Sorocred, Policard e Good Card, além de uma aliança com a Dotz, empresa de programas de fidelização no modelo de coalizão.

Em 2011, a Cielo também fechou parceria com a Cred-System, emissora de cartões de crédito da bandeira Mais!, e com o Banestes - Banco do Espírito Santo, emissor do Banescard.

Conforme Dias, a tecnologia aplicada à rede de soluções da companhia permite que esta opere com índice de disponibilidade de 99,995% ao longo do ano e 100% nas principais datas do varejo.

“Possuímos o mais moderno parque brasileiro de equipamentos, com média de 1,7 ano, e cerca de 1,140 milhão de estabelecimentos ativos, considerados aqueles que efetuaram transações nos terminais da Cielo nos últimos 60 dias”, finaliza o presidente.

Veja também

Cielo compra Braspag e foca e-commerce

A Cielo, especializada em equipamentos e soluções para meios de pagamento eletrônico, acaba de adquirir a Braspag, braço de pagamentos online do Grupo Sílvio Santos.

A empresa adquirida tem, segundo dados próprios, 65% de market share no segmento brasileiro de processamento de pagamentos para e-commerce.

CEF quer 10% da Cielo

A Caixa Econômica Federal está negociando a compra de participação na Cielo, com objetivo de ter pelo menos 10% do capital da líder em meios de pagamento eletrônico no Brasil.

A informação foi dada por uma fonte familiarizada com o assunto à agência Reuters.

Cielo tem redução de 3,5% no lucro líquido

A Cielo, obteve lucro líquido de R$ 424,7 milhões no primeiro trimestre de 2011, o que representa uma redução de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

CPqD adapta rede da Cielo a novo PCI

A Cielo, uma das cinco maiores redes de pagamento eletrônico do mundo, contratou o CPqD para adequar os sistemas de varejistas integrados à sua rede ao novo padrão PCI (Payment Card Industry), criado pela indústria de cartões de pagamento com foco na expansão de regras de segurança.

Cielo irá credenciar Mastercard

A partir de 1º de julho, os terminais de pagamento da Cielo passam a aceitar os cartões da bandeira MasterCard no Brasil.

Até então credenciadora exclusiva da Visa, a partir de julho a Cielo poderá trabalhar com outras bandeiras, da mesma forma que a Visa fica liberada a dar licença para que outras empresas façam o credenciamento dos estabelecimentos comerciais interessados em trabalhar com a bandeira.

Cielo: máquina de cartão de crédito no iPhone

Foi lançado nesta quarta-feira, 10, o primeiro app que transforma aparelhos com a plataforma iOS em uma máquina de pagamentos móveis dos cartões de crédito Visa, MasterCard e American Express.

O foco do programa  - que roda no iPhone, iPad e no iPod Touch - são profissionais liberais com médicos, dentistas, advogados e arquitetos, que ainda teriam receio em aceitar pagamentos com cartão em função do gasto com a máquina tradicional.

BB, Cielo e Oi querem pagamento via celular

O Banco do Brasil e a operadora de pagamentos Cielo firmaram acordo com a Oi para operar o serviço móbile payment no país.

A iniciativa objetiva ampliar a rede de aceitação de pagamento por telefone, que passará de 75 mil para 1,8 milhões de estabelecimentos.

“O nosso foco também é incorporar o programa de relacionamento com o cliente, Oi Pontos, já lançado no mercado de Telecom em parceria com outros segmentos”, acrescenta João Silveira, diretor de Mercado da Oi.

Mercado Eletrônico: outsourcing para Cielo
A Cielo (ex-Visanet) anuncia nesta sexta-feira, 08, a contratação do Mercado Eletrônico, especializada em transações entre empresas pela internet.

A empresa conquistou a conta da Cielo após passar por uma concorrência, que durou cerca de seis meses.

Além de implantar um portal de compras, o Mercado Eletrônico prestará serviços de sourcing.
Cielo conquista certificação do PCI
A Cielo (ex-VisaNet), maior rede de pagamentos eletrônicos do Brasil, acaba conquistar o Attestation of Compliance do PCI Council (Payment Card Industry).

Conforme comunicado da empresa, trata-se da “mais importante certificação existente na indústria mundial de cartões”.

O título é um padrão de segurança definido pelas maiores bandeiras internacionais de cartões e atesta a capacidade das empresas de evitar fraudes e vazamentos de dados.
Navita desenvolve portal da Cielo
A Navita, especializada em soluções para portais corporativos e BlackBerry, acaba de lançar o portal da Cielo (ex- VisaNet Brasil).

O canal é voltado para prestação de serviços e comunicação com mais de 400 mil estabelecimentos afiliados e com os principais bancos que atuam no País.
Cielo e Cade: acordo para abertura de mercado
A Cielo (antiga VisaNet), a Visa International e a Visa do Brasil chegaram a um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no processo que corria contra as empresas por prática anticoncorrencial.

Pelo acordo, as empresas se comprometeram a adotar várias medidas para criar condições à entrada de novos competidores no mercado de cartões.