Dick Costolo assume a frente do Twitter com a missão de rentabilizar o serviço

Desde segunda-feira, 04, Evan Williams não é mais o CEO do Twitter.

Em seu lugar entra o COO da companhia, Dick Costolo com uma missão: conseguir dinheiro com a ferramenta que passou de 3 milhões para 160 milhões de usuários em dois anos, ao mesmo tempo em que saltava de 20 para 300 funcionários.

E a lucratividade?

Ao que tudo indica, está chegando aos poucos. Um documento confidencial divulgado pelo blog TechCrunch em julho do ano passado apontava a receita de US$ 4 milhões no final de 2009.

Desde então, o site apresentou estratégias de mercado novas, como os Trending Topics (termos mais tuitados pelos usuários) patrocinados. Além disso, as recentes mudanças na página são vistas como uma abertura de espaço publicitário, e uma chance de aumentar as entradas no caixa da companhia fundada em março de 2006, fruto de uma adaptação num sistema de comunicação entre taxistas nos Estados Unidos.

A presença de Costolo à frente do site é, claramente, voltada para a rentabilização do site. Costolo já foi CEO do FeedBurner e do Spyonit.com.

“Os desafios de uma empresa com rápido crescimento são inúmeros. E crescer não é uma prova de sucesso em si mesmo. Sucesso, para nós, significa encontrar nosso potencial como uma empresa lucrativa que consegue manter a sua cultura e foco no usuários enquanto tem um impacto positivo no mundo. Não e uma tarefa pequena. (…) É por isso que pedi a Dick Costolo para assumir o cargo de CEO”, escreve o próprio Williams no blog oficial do Twitter.

Blogs e sites especializados apontam apenas um caminho para a realização da tarefa de Costolo:

“Transformar uma ferramenta de comunicação em massa numa máquina maciça de propaganda”, escreve Dan Frommer, do Business Insider.

O blogueiro divide o Twitter em três eras, de acordo com cada um dos seus diretores: era Jack Dorsey, de definição do produto e conquista dos early adopters; era Evan Williams, produto como serviço, atraindo mais usuários, muitos deles celebridades (a era Ashton Kutcher e Oprah Winfrey); e, agora, a era Costolo, em que o Twitter deve ser amadurecido como negócio.

“Tomara que não estraguem tudo para o usuário”, conclui Frommer.

Leia o artigo de Fromer nos links relacionados abaixo.