Marcelo Branco e Dilma Rousseff, no polêmico vídeo

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O PT publicou no seu site uma notícia desmentindo a informação do jornal O Globo sobre a provável demissão de Marcelo Branco, gaúcho que está no time dos responsáveis pela campanha digital de Dilma Rousseff.

Para o secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas, Branco e a sua equipe vem provocando “uma grande mobilização na Internet” o que estaria “incomodando os nossos adversários”.

Em reportagem publicada nesta sexta-feira, 07, o jornal carioca afirma que “integrantes da coordenação de campanha” acreditariam que a situação de Branco teria ficado “insustentável” após a publicação no site Dilmanaweb de um vídeo no qual o gaúcho entrevista a candidata.

Na gravação, de acordo com o Globo um treinamento para melhorar a perfomance da candidata na frente das câmeras, Dilma afirma que os nordestinos migravam “do Nordeste para o Brasil”. O programa, batizado “Fala Dilma”, foi retirado do ar, mas está disponível no portal de vídeos YouTube.

Este é o segundo incidente envolvendo Branco. Recentemente, o profissional fez comentários em seu perfil no Twitter avaliando que o jingle dos 45 anos da Globo era parecido com o de Serra, o que seria uma campanha subliminar da emissora.

Segundo O Globo, integrantes da coordenação não escondem a irritação com a atuação de Branco, comentando em privado que o coordenador é “vaidoso” e “quer aparecer mais que a candidata”.

Em seu Twitter, Branco criticou a reportagem do jornal: “O Globo pisou na bola de novo. Tudo fake. Sobre minha suposta demissao: soh nao avisaram o PT, aliados e a @dilmabr #oglobofail”. Em outro tweet, afirma: “#oglobofail: Nosso trabalho na rede incomoda o velho modelo de comunicacao. Estamos + fortes ainda depois dos ataques d oposicao tucana”.

Na sua nota, Vargas respalda o tom adotado por Branco na crítica ao jornal: “Avaliar nossas ações através da internet pelas críticas que vêm de setores da grande imprensa é um erro, até porque esses veículos têm seus próprios interesses. É uma visão reducionista do potencial que o PT tem nas redes sociais nestas eleições”.