Mais da metade das instituições financeiras brasileiras não usa qualquer programa de redes sociais para interação com seus clientes, embora sejam muito avançadas nas iniciativas de internet banking.

A conclusão é de um estudo da consultoria TerraForum que avaliou 101 instituições financeiras (20 bancos, 21 corretoras, 20 seguradoras, 20 financeiras e 20 cooperativas) segundo a oferta de ações interativas na internet.

Desta amostra, 58 não têm programas ou ferramentas que promovam novos modelos de negócios em seus portais, informa o Valor Econômico.

Conforme o diretor-executivo da TerraForum, José Cláudio Terra, a alta administração das instituições não percebe a necessidade de ter produtos inovadores para a comunidade de clientes. Segundo ele, existem apenas iniciativas de marketing e promoções passageiras na web, mas que não criam uma relação forte com o consumidor.

A pesquisa mostra que os bancos e instituições financeiras em geral não se arriscam no uso das novas ferramentas para criar novos modelos de negócios.

De acordo com Terra, a pouca adesão se deve à preocupação com a segurança das informações. Além disso, os executivos não sabem lidar com informação segmentada, críticas e comentários negativos, e também não sabem como medir os resultados, ou seja, como controlar e ganhar dinheiro com as novas tecnologias.

Conforme o estudo, entre as iniciativas não exploradas pelas empresas financeiras estão pesquisas online, que conseguem grande abrangência com baixo custo; oferta de blogs e fóruns para promover a interação e gerar impacto entre clientes e não clientes; adoção de plataformas colaborativas e de leilão online, entre outras ações.

O estudo apresenta 20 sites internacionais de instituições financeiras que usam ferramentas interativas com sucesso.

Um exemplo é o HSBC mundial, que para ampliar o contato com os clientes criou um perfil no Facebook, o qual já conta com mais de quatro mil seguidores.

Nos Estados Unidos, o Bank of America é outro case, tendo criado uma comunidade de pequenos negócios onde realiza parcerias com proprietários pelo portal.

Para Terra, há também bons exemplos entre pequenas empresas, cujo uso da Internet levanta a questão da desintermediação financeira, ou seja, a realização de trocas monetárias fora do âmbito das grandes instituições tradicionais.

O estudo aponta a americana Covestor que, por meio do portal, interliga investidores experientes e novatos que compartilham informações.

Outro exemplo deste nicho é o site britânico Zopa, que criou uma rede social de empréstimos pela qual o usuário aplica seu dinheiro emprestando a outros, unindo pessoas interessadas em taxas menores que as praticadas normalmente pelos bancos.

A pesquisa cita, ainda, dois sites brasileiros com iniciativas interativas: o Santander e o Bradesco.

O primeiro oferece, em seu portal, notícias que podem ser acessadas remotamente com avisos de atualização de conteúdo (RSS).

O banco mantém, ainda, uma página no Twitter e uma de vídeos no YouTube, além de ter criado três portais: um voltado ao treinamento e carreiras, outro de sustentabilidade e por último um de empreendedorismo.

Já o Bradesco permite acessar sua página no Twitter, além de disponibilizar um portal com vídeos, áudio e conteúdo institucional. Sem falar no Banco do Planeta, site que traz links interativos para acesso a blogs, comentários e criação de perfil.

A matéria completa pode ser conferida pelo link relacionado abaixo.