As eleições do ano que vem fazem de 2010 um momento rico para a comunicação digital. Mas talvez o mercado de agências digitais não tenha capacidade de atender à demanda.

A avaliação é de Cesar Paz, presidente da Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi).

"O volume de trabalho será grande em 2010. Haverá oportunidades para profissionais no interior do Acre bem como para os grandes players do mercado digital", previu durante o F5, evento que discutiu o papel da internet nas eleições 2010, na terça-feira, 08, em Porto Alegre.
 
Para Paz, o período também ajudará a mudar a imagem do atual marketeiro político para um profissional completo que pensará não apenas o offline mas toda a comunicação virtual, desde a administração de blogs até o domínio de SEO e presença em redes sociais.

Já para Bruno Hoffmann, um dos idealizadores do seminário O Efeito Obama e estrategista político de nomes como Bill Richardson -que concoreu com Obama nas primárias democratas - e Gilberto Kassab, o desafio das agências estará em ir além da criação de um panfleto virtual. “Trabalhar com e-mail marketing, CMS, CRM e monitoramento é o básico a ser feito”, declara.

Segundo o especialista, deve-se ir além, montando um projeto de blog, que traga a linguagem mais pessoal do candidato, campanhas de SMS, versão móvel do website, jogos e aplicativos, entre outros.

Participaram também Fernanda Aldabe, sócia da agência Bistrô – responsável pelo webdesign do novo portal do Partido dos Trabalhadores e Newton Braga Rosa, diretor do InovaPOA.