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O BNDES vai oferecer linhas de crédito facilitadas para provedores de pequeno porte interessados em participar das ações do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Conforme divulgado na terça-feira, 11, pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o banco poderá oferecer linhas de financiamento sem exigir garantias reais.

Além disso, segundo Bernardo o governo também irá debater com as distribuidoras de energia a possibilidade de oferecerem aos pequenos provedores preços menores do que os praticados normalmente.

O ministro se reuniu na terça-feira com representantes da Abranet, Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid) e Associação Brasileira de provedores de internet e Telecomunicações (Abrint).

No encontro, Bernardo garantiu que as negociações para dar início ao PNBL serão concluídas até maio, e que 1.163 municípios serão beneficiados pelas redes do programa até o final do ano.

Além disso, afirmou que usará o Fundo Garantidor para Investimentos do BNDES para favorecer os pequenos provedores, mas somente os que se enquadrarem no âmbito do PNBL.

Além disso, poderá haver a participação da Telebras nas tratativas entre os provedores e o banco financiador, atuando como parceira de garantia.

Pequenos reclamam
Conforme o que foi apresentado ao ministro Bernardo por Anid, Abranet, Internetsul, Global Info e Abrint, as principais questões que influenciam o preço ao consumidor final são componentes de custos do serviço como o valor dos links no atacado, financiamentos, tributos e taxas.

o preço médio atual para conexões de 512 kbps é de R$ 60, destacou um documento elaborado pelos provedores. No PNBL, o preço-meta é de R$ 35.

“Entendemos que há uma discussão aberta, inclusive sobre o preço-meta, mas que passa pela questão da escala, do poder de compra e do nível de adesão. No caso do preço do link, em alguns casos R$ 230 não é um valor competitivo”, alega o presidente da Anid, Percival Henriques.

O governo, no entanto, sustenta que a meta de acesso a R$ 35 não está em discussão, mas que reconhece a necessidade de estudar melhor os custos envolvidos.

Agora, os pequenos provedores vão elaborar uma planilha com todos os custos e problemas que vêem para alcançar a meta, e enviá-la ao Ministério das Comunicações para que avalie as medidas a serem tomadas para auxiliar o setor.