Elisa Ilges e Marcelo Bittencourt, um casal de empreendedores gaúchos, acaba de colocar no ar o República Gourmet, um portal para reserva de mesas em bares e restaurantes. 

 
A ideia do site é alavancar no país o ainda pouco difundido hábito de fazer reservas em restaurantes.
 
No momento, já estão cadastrados 200 estabelecimentos, cada um pagando uma taxa de R$ 2,5 por cada reserva confirmada. 
 
Os 2 mil usuários cadastrados tem, além da certeza da mesa na hora de chegada, acesso a promoções estabelecidas por cada restaurante, variando entre descontos e cortesias.
 
Segundo informações da Exame.com, o negócio está sendo bancado com recursos próprios dos sócios, ambos formados em Publicidade na PUC-RS.
 
Uma das inspirações é americana OpenTable, criada em 1998. “Estamos negociando com três investidores. A gente está analisando o que vai ser melhor para a nossa empresa”, conta Elisa.
 
O casal teve a ideia durante um período residindo em Barcelona, onde onde Elisa fez uma pós-graduação em Marketing Direto e Interativo pela Universitat Pompeu Fabra e Bittencourt trabalhou em empresas da área de eventos.
 
Bittencourt é conhecido no mercado de comunicação gaúcho por ter sido assessor de comunicação da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul por cinco anos. 
 
Restaurantes na mira da web
Restaurantes e bares tem sido alvos de um assédio de empreendedores digitais no Brasil.
 
A primeira onda foram os sites de compras coletivas, que ofereciam aos compradores de cupons altos descontos, dando em troca aos donos dos estabelecimentos a possibilidade de adiantar faturamento e fazer marketing junto a possíveis novos consumidores. 
 
O modelo de negócio era baseado em uma gorda comissão sobre a venda dos cupons. 
 
Junto com tratamentos de beleza, o ramo de alimentação foi um dos responsáveis pelo boom das compras coletivas no país a partir de 2010. 
 
Com o esgotamento do mercado de compras coletivas, que no pico chegou a ter 3 mil sites no país e hoje está em cerca de 1,6 mil, com oito deles concentrando 85% do mercado, começaram a surgir outros modelos de negócios.
 
No final do ano passado, foram lançados alguns sites baseados no conceito de “clube de reservas” nos quais o usuário pagava uma taxa, de R$ 10 em dois dos serviços, em troca de uma reserva com data marcada para o uso e um desconto fixo de 30%.