Estrela quer versões online de clássicos em outros formatos

A fabricante de brinquedos Estrela, a maior do Brasil segundo números próprios, quer entrar no mercado de jogos na internet até o final do ano.

A informação foi dada pelo presidente da Estrela, Carlos Tilkian, ao G1, nessa segunda-feira, 15.

Conforme o executivo, o projeto segue a estratégia de modernização da empresa que, “sufocada” pela concorrência chinesa, tem buscado se reinventar e manter seus brinquedos e marcas atraentes.

“A Estrela é a maior produtora de jogos de tabuleiro do Brasil. Temos um grande potencial de conseguir viabilizar uma migração desses jogos para uma plataforma eletrônica”, disse Tilkian ao site de notícias.

Seriam no mínimo 50 jogos que poderiam ser portados para a internet, entre eles clássicos como Banco Imobiliário, Jogo da Vida, Detevite e Autorama.

O projeto já está em andamento, revelou o executivo ao site. Desenvolvedores de games e a agência de publicidade DM9 fazem parte da parceria por trás do esforço de renovação dos jogos.

Apesar do esforço de modernização, o formato clássico não será abandonado.

“Nunca vamos abrir mão do papel dos nossos brinquedos serem um facilitador social. Queremos ter sempre a ferramenta que permita o usuários jogarem com amigos on-line”, diz Tilkian.

Em relação ao modelo de negócio, o executivo afirma que a empresa ainda analisa o melhor formato de cobrança. A Estrela garante, porém, que os jogos on-line permitirão os usuários brincarem em rede com outros.

Segundo o executivo, o custo será “relativamente baixo” para os jogadores.

Em 2010, a Estrela registrou um faturamento de R$ 139 milhões, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Para 2011, segundo o presidente da Estrela, a expectativa é uma nova alta, “da ordem de 15%”, conforme o G1.

Dados divulgados no início do mês indicam que o Brasil é o quarto maior mercado de jogos digitais, em número de usuários, no mundo.

São 35 milhões de jogadores, de acordo com pesquisa realizada pela Newzoo.

Realizada junto a 20 mil pessoas em 10 países (incluindo Europa, EUA, México e Brasil), a pesquisa mostrou que o rápido avanço dos jogos online e dispositivos móveis posicionou os mercados emergentes em patamares semelhantes ao da União Europeia.

Acesse a matéria completa do G1 nos links relacionados abaixo.