A F1, empresa de soluções de comércio eletrônico sediada em São Leopoldo, tem um plano para massificar suas vendas em 2011. 

 
É o AZ, um produto que deve ser vendido via canal para pequenos varejistas interessados em ingressar no mundo online.
 
A projeção da companhia é fechar 700 contratos com a novidade até dezembro. Hoje é a base de clientes é de 150, contra os 250 do F1 Commerce, a solução mais “parruda” da companhia, hoje em uso em clientes como Fundação Getúlio Vargas, Thomsom Reuters e Lojas Manlec.
 
A implementação do AZ sai por R$ 1,2 mil, valor que inclui a configuração inicial e a assessoria junto na contratação com os cartões de crédito, gateways e integradores de pagamento. 
 
Depois, segundo a quantidade de funcionalidades, o valor mensal fica entre R$ 90 até R$ 590.
 
Caso cumpra suas metas, mesmo com todos os clientes optando pela configuração mais básica, a F1 terá gerado uma receita adicional de R$ 903 mil, só com as instalações e o primeiro mês de assinatura.
 
“Nós começamos ao contrário, atendendo os grandes para depois atender empresas menores”, brinca Eduardo de Oliveira, diretor da F1. O empresário não abre o faturamento, mas afirma que 2011 o negócio cresce 82%.
 
Para fazer as vendas acontecerem, Oliveira aposta em parcerias com empresas de ERP e agências digitais do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, aos quais devem se somar em breve companhias do Norte e Nordeste.
 
Comércio eletrônico em alta
As projeções da F1 são respaldadas pela tendência de alta geral no comércio eletrônico brasileiro, que teve alta nas vendas de 21% em 2011, chegando a R$ 22 bilhões de acordo com dados da Forrester Research.
 
O país é considerado um dos candidatos a protagonistas no setor, devido principalmente à expansão recente no número de consumidores online. A projeção da Forrester é que o país chegue a salte dos 2% para 3% do mercado internacional de vendas pela internet, cerca de R$ 39,3 bilhões, em até três anos.