Matéria do jornal britânico The Guardian nessa sexta-feira, 17, revela que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão desenvolvendo um software para manipular redes sociais.

A ideia é influenciar os debates na Internet e divulgar propaganda favorável ao país.

Quem assumiu a missão, revela a matéria, é do Comando Central dos EUA (Centcom), que a confiou a uma empresa não identificada da Califórnia – estado que é reduto de grandes nomes da tecnologia como Google, Apple e Facebook.

O serviço, que foi descrito como um "serviço de gestão de personas online", tem sido projetado para permitir que um militar controle até 10 perfis.

Críticos ouvidos pelo jornal apontam que a tecnologia poderá permitir que os militares americanos criem consensos artificiais nos debates online, bem como incentivar outros governos a fazer o mesmo.

Ao que parece, a ideia seria criar perfis falsos, com histórico convincente, e com possibilidade de ser operado por até 50 identidades falsas, “sem medo de serem descobertos por adversários sofisticados”, ressalta o contrato, segundo o Guardian.

Um porta-voz do Centcom afirmou que a tecnologia não será utilizada em inglês e que seria "ilegal" ter como alvo audiências nos EUA.

As linguagens nas quais os perfis serão ativos incluem árabe, farsi, urdu e pashto.

Tampouco o Facebook ou o Twitter seriam alvos - a meta, disse o porta-voz, são blogs com conteúdo extremista violento.