O Mercado Livre está trabalhando no desenvolvimento de uma API.

É o que ficou claro nas declarações do diretor-geral do site, Helisson Lemos, que esteve em Porto Alegre nesta terça-feira, 19, palestrando no Fórum Internet Corporativa (FIC), realizado pela Abradi-RS na PUC-RS.

Lemos não abriu detalhes, nem prazos do projeto, mas deu uma ideia do que deve ser lançado à reportagem do Baguete Diário.

“O Mercado Livre ainda não tem API ou  web service. É óbvio que uma hora a nossa plataforma vai se abrir para o mercado”, pincela o executivo.

Entre os possíveis usos estariam a migração de catálogo de lojas online já existentes para a ferramenta do Mercado Livre em várias ofertas individuais. Nos celulares, bastaria um clique na câmera fotográfica e a digitação de um preço para colocar uma oferta no ar.

Por enquanto, apenas possibilidades de um projeto que aparentemente tem detalhes definidos, mas ainda sob segredo de mercado, e “sem data”, como frisa Lemos.

“Quando esse lançamento acontecer, uma série de oportunidades para empreendedores serão criadas”, completa.

Grandes players do e-commerce mundial, como Amazon.com e eBay já tem serviços como os mencionados por Lemos.

O eBay, que tem o Mercado Livre como associado, abre espaço para a criação de programas que permitem submeter itens no site e exibir produtos do eBay em outras páginas, entre outros recursos.

Criado em 1999, o Mercado Livre está presente em 12 países da América Latina e Portugal, com 47 milhões de usuários cadastrados. O volume de negócios chegou a US$ 2,7 bilhões, para 30 milhões de itens transacionados, em 2009.