A Zynga – desenvolvedora de games sociais como FarmVille e CityVille (ambos do Facebook) – está acusando a Vostu de plagiar seus jogos em sites de relacionamento.

O foco do problema são os títulos MegaCity, MinifaZenda e Cafe Mania (cujo plagiado seria o café World, da Zynga).

Segundo a produtora norte-americana, a Vostu – já chamada de “Zynga brasileira” – copiou até os erros dos jogos, como um bug no CityVille que permite que um tipo de prédio governamental seja construído longe das pistas, que também está presente no MegaCity.

Reggie Davis, do conselho da Zynga, comentou ao blog TechCrunch sobre a ação judicial:

“Uma coisa é ser inspirado pelos jogos da Zynga, mas é totalmente diferente copiar todas as características principais dos nossos produtos, estratégia do produto, missão da empresa e os benefícios de funcionários”.

Davis diz que dá boas vindas para a Vostu na arena dos games sociais, mas “a violação do nosso trabalho não é uma estratégia de negócios aceitável – é uma violação da lei”.

Conforme o site Folha.com, do jornal Folha de S. Paulo, a Vostu deu uma resposta oficial às acusações da Zynga:

“'Estamos muito orgulhosos da empresa que criamos e de seu crescimento junto a 35 milhões de brasileiros que apreciam e que tornam nossos jogos tão especiais e únicos. Uma ação sem fundamento de uma empresa litigiosa dos EUA conhecida por suas táticas legais agressivas não causa nenhum impacto sobre o nosso compromisso e serviços para com os nossos usuários. Pelo contrário, enquanto nosso concorrente se preocupa em brincar de jogos jurídicos, a Vostu continuará direcionando seus recursos e esforços para criar jogos que entretêm e divertem milhões de fiéis usuários no Brasil.”

Apesar de não ser o mercado em que as redes sociais têm maior alcance na América Latina – o Brasil é o 10º no ranking da comScore, com 85,3% de alcance – os brasileiros são o maior mercado online da região.

São 40 milhões de usuários brasileiros, mais que o dobro do México, onde as redes sociais têm alcance de 88,8% entre 17,8 milhões de internautas, e quase quatro vezes mais que a Argentina (com 89,7%, 12,8 milhões) e Chile (91,7%, 7,3 milhões).

Segundo maior gasto médio por usuário, com 24,3 horas por mês, o Brasil só perde nesse quesito para a Argentina – onde os internautas gastam 25 horas em média, mensalmente.