Assange terá que recorrer para não ser extraditado para a Suécia

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O funador do Wikileaks, Julian Assange, pode ser extraditado do Reino Unido para a Suécia.

Assange é investigado por crimes sexuais – ele teria mantido relações com duas mulheres sem uso de preservativo. Segundo o juiz britânico Howard Riddle, os delitos são passíveis de extradição.

Riddle também acrescentou em sua decisão que a alegação de que Assange não receberia um julgamento justo na Suécia não procede. Por esses motivos, o mandado emitido pelas autoridades suecas foi considerado válido pelo jurista.

Segundo a agência Associated Press, o advogado de Assange disse que vai recorrer da decisão.

Assange, de 39 anos, uma peça-chave na divulgação de milhares de documentos secretos governamentais e militares dos Estados Unidos, foi solto sob fiança durante a luta contra a extradição. Ele tem sete dias para apelar da decisão nos tribunais britânicos.

Cerca de uma dúzia de apoiadores de Assange estavam do lado de fora da corte britânica antes da audiência.

Os manifestantes seguravam faixas e cartazes dizendo Liberte Julian Assange e Bradley Manning – oficial do exército dos EUA sob suspeita de divulgar os documentos americanos à WikiLeaks.

Apesar da presença in loco, os protestos pró-Assange foram mais ruidosos na internet. Instituições bancárias, como Visa e PayPal, foram atacadas na internet por hackers defensores da liberdade de expressão. Até a Bovespa, no Brasil, foi alvo recente dos apoiadores do réu.