Dados pessoais de um número não confirmado de alunos da Unisinos vazaram nesta segunda-feira, 23.

A reportagem do Baguete teve acesso à lista. O documento tem 23.334 pessoas alistadas. Os dados que constam na planilha são nome completo, data de nascimento, sexo, CPF, RG, e-mail, telefones celular, residencial e comercial, além de dados acadêmicos como login no sistema da universidade, graduação, ciclo e tipo de ingresso.

De acordo com a Unisinos, entre 600 a 800 alunos do curso de arquitetura receberam as informações.

Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o vazamento aconteceu quando um funcionário, encarregado de divulgar oportunidades profissionais para alunos, anexou o arquivo errado em um e-mail. O arquivo tem 15 MB.

Dois telefones foram disponibilizados pela universidade aos alunos que quisessem saber se estão ou não entre os afetados. O aviso foi feito pelo Twitter, que também é utilizado para avisar as pessoas afetadas, por mensagem direta.

A universidade também lavrou um Boletim de Ocorrência sobre o incidente.

Cabeças vão rolar
Conforme a Rádio Gaúcha, o responsável pelo vazamento já teria sido demitido. A universidade não confirma.

O assunto chegou à reitoria, que manteve reuniões na tarde dessa quinta-feira, 26, para definir um modo de lidar com o problema.

No fórum que se constitui dentro da rede social a partir do comunicado da Unisinos, supostos envolvidos no caso ameaçam abrir boletins de ocorrência na polícia, coletar provas para ir à justiça, e não poupam xingamentos à instituição.

“Porque a Unisinos não se manifesta? Pedir desculpas e lamentar pelo ocorrido é fácil, quero saber como as coisas ficam isso sim!”, postou Luana Praxedes, na tarde dessa quinta-feira.

Em nota, a universidade se limita a dizer que “lamenta a situação que resultou no vazamento, por meio eletrônico, de informações de parte de seus alunos para um grupo de estudantes do curso de Arquitetura” e se coloca à disposição para sanar dúvidas e receber sugestões.

Enxurrada de vazamentos
O caso é similar ao ocorrido com o Enem em 2010, quando informações pessoais (CPF, RG, nome completo e data de nascimento) de 12 milhões de inscritos no exame foram parar na rede.

Outro incidente famoso foi o da Sony, que teve 70 milhões de informações, incluindo dados de cartão de crédito, dos seus usuários, expostas na internet, resultando em um processo bilionário contra a fabricante do videogame Play Station.

Em 2008, uma falha de segurança no site da Anatel permite que qualquer internauta acesse os dados pessoais – nome, telefone, CPF, e-mail, endereço, entre outros – de qualquer uma das pessoas que registraram um dos mais de sete milhões de protocolos abertos na agência.