A exposição à projeção 3D pode aumentar em até dez vezes a fadiga visual experimentada em frente ao computador, segundo alerta do oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier.

O especialista aponta que a tecnologia gera um conflito entre a acomodação que responde pela focalização das imagens e a convergência, movimentos oculares que nos dão a percepção de profundidade.

Para alguns pacientes do Instituto, o desconforto visual teve início após dez minutos assistindo um filme 3D, sintoma que só ocorre depois de 2 horas de trabalho no computador, comenta.

Isso acontece, explica, porque a visualização 3D nas telas é formada por duas imagens deslocadas horizontalmente que são captadas separadamente por cada olho, através das lentes polarizadas dos óculos 3D.  

“Como todas as imagens estão no mesmo plano, para termos visão de profundidade, nossos olhos são submetidos a um maior esforço acomodativo e de convergência que exigem um trabalho extra do cérebro”, declara Neto.

Além do cansaço visual, a exposição ao 3D pode acarretar dor de cabeça, náusea, olho seco e irritação ocular. Para evitar tais sintomas, o oftalmologista recomenda pausas de cinco minutos a cada meia hora de exposição e, no cinema, evitar as poltronas próximas à tela.