Publishers estão alterando seus apps para iOS

Vários apps de livrarias para iPads e iPhones perderam seus botões de compra nessa terça-feira, 26.

As novas políticas de uso da App Store, da Apple, que proíbem a venda em aplicativos para dispositivos móveis da empresa fora da plataforma oficial, provocaram as mudanças.

Na prática, os aplicativos não poderão vender conteúdos diretamente ao usuário, sem passar pelo sistema da Apple, onde os desenvolvedores e as empresas deixam 30% do seu faturamento.

Antes, os aplicativos poderiam direcionar os clientes para os sites das empresas.

Paga ou desce
Hoje, quando as mudanças anunciadas em fevereiro começaram a valer, na prática, a comercialização ou o redirecionamento para as compras não é mais permitido.

A passagem, e o pedágio de 30% sobre as vendas para a Apple, é obrigatório, comenta o blog In Between The Lines, do portal especializado ZDNet.

Segundo o site norte-americano da PC Magazine, a medida afeta empresas como Wall Street Journal, Amazon e Google – todos provedores de conteúdo que direcionavam seus produtos diretamente para o usuário, via browser, sem deixar um centavo para a App Store.

A Amazon.com, por exemplo, explica a PC World, ainda poderá vender livros para o iPad, mas as novas regras essencialmente fazem da Apple o vendedor oficial de livros, músicas e qualquer outro produto comercializado sobre o iOS.

Por enquanto, porém, as alterações levaram empresas a retirar seus apps da App Store.

Grandes em apuros
Entre as empresas mais cautelosas estão Amazon, Kobo, Google Books e Banes & Noble. Segundo a revista Wired, especialmente editores estão reestudando sua estratégia relacionada à App Store.

Estudo da Piper Jaffray mostra que o consumo de apps na loja da Apple cresceu 61% no primeiro semestre de 2011, frente ao mesmo período do ano passado.

O aumento ocorre a despeito da alta nos preços, de 14% no período. Hoje, o preço médio de um aplicativo gira em torno de US$ 1,50, mas é possível encontrar programas que variam entre US$ 0,99 e US$ 999.