A Rede Globo quer chegar a 12 portais regionais de afiliadas numa única plataforma, ainda em 2011.

Unir as retransmissoras faz parte da estratégia da matriz para ter mais força na briga por espaço na internet, onde compete com portais como UOL e Terra, na oferta de conteúdos diversos.

“A tendência é que, nos próximos anos, todas as regiões brasileiras cresçam em termos de importância. Com isso, o percentual de horas dedicadas à exibição de programação local aumente”, disse o diretor geral da TV Globo, Octávio Florisbal, ao Meio e Mensagem.

Hoje, a plataforma, que reúne conteúdos de notícias, esportes, entretenimento e variedades, já existe em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

Cada uma destas capitais – e outras sete até o final do ano – terão uma estrutura de internet local, nos moldes da página da Globo.com, com espaço para a veiculação de notícias, entretenimento e conteúdo esportivo.

A divisão do conteúdo, segundo Florisbal, deverá, a princípio, ser 80% proveniente da base nacional e 20% produzida pela própria emissora afiliada do local.

“Nosso modelo de receita será baseado nos mesmos moldes da TV. Enquanto a Globo, nacionalmente, comercializa os espaços publicitários, as afiliadas negociam com os anunciantes locais. Posteriormente, essa arrecadação é igualmente dividida”, explica Florsibal.

Um mix de conteúdos locais e nacionais será oferecido pelas páginas. Os portais terão, por exemplo, o Globo Esporte Nacional e o Globo Esporte local, o G1 nacional e o local.