O Google segue insistindo numa nova rede social para fazer frente ao Facebook.

Enquanto o Orkut fica cada vez mais isolado ao Brasil, a empresa anunciou um novo empreendimento na área, chamado +1. O projeto foi anunciado nessa quarta-feira, 30, mesmo dia em que fechou acordo com a Comissão Federal do Comércio (FTC).

Na prática, o +1 é um botão similar ao “Curtir”, do Facebook, que cria recomendações de páginas para os contatos do usuário (confira o vídeo de divulgação do Google abaixo).

A empresa garante, no entanto, que aprendeu a lição depois do processo em que foi acusada de práticas enganosas de proteção de privacidade quando do lançamento do Buzz, o serviço de redes sociais do Gmail, em 2010.

De olho na privacidade
Segundo os termos do acordo, o Google vai criar um programa de defesa de privacidade e passar por auditorias externas sobre a questão durante 20 anos. Futuras violações de privacidade acarretarão multa de US$ 16 mil a cada ocorrência, informa o New York Times.

A nova ferramenta social, +1, permite que as pessoas anotem resultados de busca do Google e anúncios, para que possam recomendar páginas da web a conhecidos.

Conforme o jornal, a introdução do +1 e as acusações da FTC colocam em destaque dois dos maiores desafios que o Google está enfrentando: a concorrência do Facebook e as críticas de grupos de defesa da privacidade e autoridades.

Uma preocupação especial para o Google é o fato de que muitas pessoas agora recorrem ao Facebook para buscas, porque confiam mais nos conselhos dos amigos do que nos resultados anônimos de um serviço de busca.

Agora vai ser diferente
Em entrevista sobre a nova ferramenta, Matt Cutts, engenheiro-chefe de buscas do Google e responsável pelo +1, esforçou-se para enfatizar que a empresa aprendeu a lição da privacidade.

Cutts enfatizou que qualquer coisa que fosse compartilhada por meio do +1 seria informação já considerada pública. “Caso você não se sinta confortável contando alguma coisa aos seus amigos ou ao mundo todo, basta não apertar o botão do +1”, disse.

Além do +1 e do próprio Buzz, o Google já se aventurou nas redes sociais com a plataforma Lively (uma espécie de Second Life com cartoons) e com o próprio Orkut, que até o ano passado era bastante popular no Brasil e na Índia, até perder para o Facebook entre os indianos. Hoje, o Orkut é o site de relacionamentos mais utilizado no Brasil, mas não é muito comum em outros mercados.

Leia a matéria completa do New York Times (em inglês) nos links relacionados abaixo.