O presidente Lula se mostrou favorável à compra de um novo avião presidencial para sua sucessora Dilma Rousseff.

Segundo o presidente, a atual aeronave, comprada em 2005 e conhecida como Aerolula, não tem autonomia suficiente para longos percursos. O argumento é o mesmo apontado pela reportagem do jornal Folha de S. Paulo dessa terça-feira, 30, noticiando a possibilidade da compra do “Aerodilma”.

“Não tem porque não comprar”, disse Lula, ao comentar o assunto durante viagem ao Maranhão.

Ironizando as críticas feitas ao seu governo por ocasião da compra do Airbus-319 que ficou conhecido como Aerolula, Lula propôs continuar com a aeronave depois de sair da presidência. “Podiam fazer uma campanha para o avião continuar comigo”, brincou.

Estaria cotado para substituir o Airbus-319 o modelo 330MRTT da mesma marca, que oferece a possibilidade de ser reabastecido no ar, o que resolveria o problema da autonomia de horas sem pousar para “encher o tanque”.

Em entrevista ao jornal Zero Hora, o coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da PUCRS, professor Hildebrando Hoffmann, um avião com autonomia de 17h a 18h seria muito caro para o governo.

Uma solução simples que poderia ser adotada para aumentar a autonomia, sugere Hoffmann, seria repensar o mobiliário da aeronave, deixando-a mais leve e dando um ganho de até 15% nas horas de voo.

“O A-319 (Aerolula) é, de fato, um projeto antigo, mas não tem nada a ver. Qual a necessidade de voar à China ou à Índia sem pouso? Mesmo o avião de Barack Obama não é o último grito”, declarou o professor ao jornal.

Foram pagos R$ 98  milhões em 2005 pelo Aerolula. O novo modelo custaria cinco vezes mais, segundo a Folha de S. Paulo.