Se abrir mais em relação à China é uma das medidas que o Brasil terá que adotar para se manter bem no panorama econômico mundial, sugere o diretor do grupo de ratings soberanos da Standard & Poor’s, Sebastián Briozzo.

Briozzo participou na manhã dessa sexta-feira, 02, no seminário Brasil de Amanhã, promovido pela Revista Amanhã, em Porto Alegre.

“A incorporação da China ao mercado internacional traz muitas oportunidades positivas para o Brasil”, resume Briozzo.

Na apresentação, o executivo sugeriu uma abordagem mais aberta ao mercado chinês.

“É bom ter a economia mais fechada, porque quando a economia fora tá ruim, você está protegido. Agora, quando as coisas vão bem globalmente, você perde de crescer”, diz Briozzo.

O diretor também rejeita a possibilidade de uma desindustrialização do Brasil. Para ele, o aumento das commodities no patamar das exportações, além do crescimento que a indústria tem apresentado, são provas de que o país vai bem nessa área.

Setores como a indústria eletroeletrônica costumam levantar a bandeira da desindustrialização, criticando a concorrência com os produtos chineses.

Apesar de aparentemente discordar dos empresários nessas áreas, Briozzo junta-se ao coro contra a carga tributária.

“É uma desvantagem do Brasil ter impostos altos e investimentos baixos por parte do governo”, disse o analista.

Desde 2008, o Brasil tem um rating de investimento pela Standard & Poor’s. Entre os países latino-americanos, o país tem hoje a quarta colocação. Em primeiro lugar está o Chile e, em último, o Equador.