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Promover a inovação é mais do que investir em laboratórios de pesquisa nas universidades públicas e facilitar os investimentos privados em P&D.

Aspectos menos vistosos como bom ensino de base e fomento ao empreendedorismo, vistos em segundo plano no Brasil, são o ingrediente que falta na receita.

Foi o recado do presidente dos conselhos de administração das empresas Altus e Teikon e presidente do Conselho de Inovação da Fiergs, Ricardo Felizzola, que palestrou no Tá na Mesa da Federasul desta quarta-feira, 03.

“Precisamos facilitar a adoção de escolas públicas por empresas e incentivar programas como os da Junior Achievement”, aponta Felizzola. De acordo com o empresário, a inovação “acontece no mercado, não na academia”, motivo pelo qual é necessário facilitar a abertura de empresas.

De acordo com o empresário, o investimento feito em pesquisa nas universidades precisa ser melhor direcionado. “Quantos pesquisadores da Ufrgs abriram empresas a partir das suas investigações?”, indagou Felizzola.

A causa do distanciamento seria um “ambiente ácido”, no qual a aproximação entre empresa e universidade existente em outros países não consegue se estabelecer. Uma saída para Felizzola seria “desengavetar” a Lei de Inovação, atualmente perdida em trâmites pelo governo.

Felizzola disse estar “confiante” na aprovação do projeto – São Paulo, Santa Catarina e Bahia já possuem legislações semelhantes – devido ao interesse demonstrado no mesmo pelo novo secretário de Desenvolvimento, Márcio Biolchi.