Até o final de 2016, mais de 50% das companhias do ranking Global 1000, uma listagem com as maiores empresas dos Estados Unidos feita pela Business Week, terão armazenados dados confidenciais dos clientes na nuvem pública.

 
É o que acredita o Gartner, que divulgou um relatório com uma série de previsões para a expansão da computação em nuvem para os próximos anos. 
 
A consultoria prevê que até 2015, os projetos de desenvolvimento de aplicações voltadas para smartphones e tablets vão superar os projetos nativos de PCs a uma taxa de quatro para um.
 
Um ano depois, em 2016, pelo menos 50% dos usuários de email empresarial vão depender primariamente de um navegador, um tablet ou um cliente móvel, em vez de um cliente desktop.
 
O crescimento do cloud computing será acompanhado por uma preocupação maior com segurança. Segundo o Gartner até 2016, 40% das empresas farão com que os testes de segurança independentes sejam uma precondição para utilizar serviços do gênero.
 
Mesmo assim, até 2015, mais de 85% das organizações da Fortune 500 não vão conseguir explorar “Big Data” efetivamente para obter vantagem competitiva.
 
Em relação ao mercado, até 2015, os serviços de nuvem de baixo custo vão canalizar até 15% do faturamento dos principais players. Do outro lado do balcão, 35% dos gastos corporativos de TI para a maioria das organizações serão gerenciados fora do orçamento do departamento de TI.
 
“Conforme o mundo tecnológico avança, os CIOs estão descobrindo que devem coordenar suas atividades em um escopo mais amplo do que anteriormente. Embora esta seja uma situação difícil para as áreas de TI, este é o momento deles se adaptarem”, aponta  Daryl Plummer, vice-presidente executivo do Gartner. 
 
Para Plummer, se isso não acontecer, os CIOs perderão espaço nas empresas. “A organização de TI do futuro deverá gerenciar aqueles que possuem o dinheiro, os que entregam os serviços, protegem os dados e os consumidores que querem estabelecer seu próprio ritmo para usar seus aplicativos, devices e computadores”, completa.
 
Bolha
Com o fortalecimento da oferta, deve estourar o que a consultoria considera uma “bolha de investimentos” na área de redes sociais de consumidores em 2013 e para as companhias de software social empresarial em 2014.