O Brasil desbancou a China, que caiu para a sexta posição, e assumiu pela primeira vez a liderança do ranking dos países em desenvolvimento com maior potencial de atrair investimentos estrangeiros para o varejo.

De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria americana A.T.Kearney, o aumento da renda do brasileiro, a formação de uma grande classe média e a saturação do mercado chinês foram os fatores decisivos para que o país atingisse essa posição.

Desde 2001, a A. T. Kearney avalia as condições de um grupo de 30 países em desenvolvimento para atrair investimentos de redes varejistas estrangeiras que já atuam em mercados maduros.

Segundo o Estadão, o ranking mostra que entre os países mais atraentes de 2011, além do Brasil, três são da América do Sul – Uruguai e Chile, na segunda e terceira posições, respectivamente, e o Peru em oitavo lugar.

Markus Stricker, sócio da consultoria, destaca que o passaporte desses mercados para ascender na lista foi o fato de as suas economias terem passado muito bem pela crise e registrado no ano passado crescimento do PIB na casa de 6%.

Conforme informações do jornal paulista, são avaliadas 25 variáveis de cada país, reunidas em grupos que identificam a tratividade do mercado, risco econômico e político, saturação do mercado e em quanto tempo novos players estarão presentes na região.

“Esse indicador é uma espécie de farol que orienta os executivos de grandes redes varejistas internacionais no momento em que eles avaliam onde serão feitos os investimentos”, comenta Stricker.

Em relação ao mercado varejista, os setores mais promissires são o de vestuário, móveis e eletrônicos, já que não possuem muitos concorrentes.

De acordo com o Estadão, a pesar de o mercado brasileiro ser promissor, um dos desafios para os investidores estrangeiros de varejo é o crédito. Tanto no Brasil como em mercados desenvolvidos, o crédito é peça fundamental para o compras.