Pressionado a dar explicações sobre seu aumento patrimonial, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, nega qualquer envolvimento com ações de enriquecimento ilícito e é categórico em afirmar que não há crise no governo.

Em entrevista ao Jornal Nacional, o político garantiu, na sexta-feira, 03, que sua consultoria, a Projeto, jamais atuou com instituições públicas para beneficiar clientes do setor privado.

Na entrevista, Palocci afirmou estar disposto a prestar todos os esclarecimentos requisitados por órgãos responsáveis pela apuração de suas supostas ações ilícitas.  

"Não fiz tráfico de influência, não fiz atuação junto a empresas públicas representando empresas privadas... Como eu te provo isso? Tem que existir boa fé nas pessoas", afirmou Palocci ao Jornal Nacional.

Apesar de todas as negativas, o ministro admitiu – pela primeira vez – que o faturamento de sua empresa em 2010 foi em “valores aproximados" de R$ 20 milhões, embora tenha mantido a negativa de detalhamento sobre a receita anual da consultoria.

Outro ponto negado pelo chefe da Casa Civil foi a revelação dos nomes dos clientes da Projeto.

“Eu não divulgo o nome de terceiros, o nome de empresas que são idôneas, são empresas renomadas nos seus setores”, afirmou Palocci.

Conforme o ministro, a revelação destes nomes serviria para nada além de envolver terceiros em uma crise política que apenas ele deve enfrentar.