Tamanho da fonte: -A+A

Santa Maria, cidade de 250 mil habitantes no coração do Rio Grande do Sul, terá até o final do ano o seu primeiro parque tecnológico, o Santa Maria Tecnoparque.

Focado nas áreas de TI, saíde e defesa, o parque nasce da colaboração entre a UFSM, Ulbra, Unifra, a prefeitura da cidade, Câmara de Comércio e Indústria e Associação de Jovens Empreendedores.

Doze empresas já se associaram ao parque, entre elas a Meta, que está construindo um centro de desenvolvimento em São João do Polêsine, nas proximidades de Santa Maria.

Pelo menos uma, a Poloeletro, fabricante de transformadores com cerca de 300 empregados, já se comprometeu a levar sua área de pesquisa e desenvolvimento para o parque.

“Teremos 1 mil metros quadrados disponíveis e a nossa expectativa é alcançar o ponto de equilíbrio financeiro em cinco anos”, aponta Luiz Alberto Flores, diretor corporativo do parque e representante do Seprorgs na cidade, que está com a delegação do sindicato participando da Cebit, em Hannover.

A iniciativa recebeu até agora R$ 2,6 milhões do governo federal, por meio de uma emenda da bancada gaúcha e outros R$ 4 milhões de um empréstimo obtido pela prefeitura junto ao Banco Mundial. A área total do parque, localizado no distrito industrial da cidade, chega a 5,6 hectares.

Flores aponta que o parque tem como meta ajudar a diversificação da economia do município, hoje muito baseada nos serviços consumidos pelos quase 30 mil alunos da UFSM,cujo orçamento anual já bate na casa do bilhão, assim como grande numero de militares na cidade, onde uma guarnição abriga mais de 20 mil soldados.

O Exército, aliás, é uma parte importante da equação da qual depende o sucesso do Tecnoparque. Segundo explica Flores, parte da estrategia dos militares passa por desconcentrar a localização dos seus fornecedores, hoje estabelecidos em um eixo entre São José dos Campos, em São Paulo, e a mineira Itajuba.

“A concentração de uma indústria crítica é vista como um ponto fraco da defesa pelos militares”, analisa Flores, que foi oficial do exército e não esconde o gosto pelo tema.

O fato é que a desconcentração já começou. No ano passado, abriu as portas em Santa Maria a fabricante de carros blindados alemã Krauss-Maffei Wegmann (KMW), com uma operação destinada a dar manutenção aos 220 tanques recentemente comprados pelos exército brasileiro.

* Maurício Renner cobre a Cebit 2012 à convite da Softsul