A carência de mão de obra em TIC no Brasil é de 92 mil profissionais em 2011, é o que revela matéria da Folha de S. Paulo dessa sexta-feira, 08.

Segundo a reportagem, que cita dados de um estudo da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o número de vagas na indústria não será preenchido nesse ano no país.

O número representa crescimento de cerca de 30% ante os registros de 2010, diz a matéria.

Comparado a outros setores, como a construção civil, a TIC ganha. Por ano, são pelo menos 32 mil engenheiros formados, para preencher 60 mil postos novos gerados.

Parte da explicação do deficit em TI, relata a Folha, vem da alta evasão dos cursos universitários. Dos mais de 580 mil universitários que ingressam em cursos de tecnologia, apenas 85 mil se formam todos os anos.

De acordo com o jornal, um dos reflexos da corrida por profissionais de TI é o inflacionamento dos salários. Com rotatividade na casa dos 30%, as empresas se obrigam pagar mais, principalmente no Sudeste.

Estimativas de mercado indicam que programadores com experiência ganham, em média, R$ 7,5 mil em São Paulo e R$ 5 mil no Rio.

Outros centros têm  média salarial em R$ 3 mil.

A rotatividade é o tema da entrevista dessa semana no Baguete Diário, com Renato Moraes, diretor de educação da Fundação Vanzolini. Para ele, salário não é o motivador principal na hora de manter um funcionário, mas se for muito baixo, definitivamente ajuda a espantar.

Leia o texto da Folha de S. Paulo (para assinantes) e a entrevista da semana nos links e matérias relacionadas abaixo.