O empresário Ricardo Nunes, sócio da holding Máquina de Vendas – fusão das redes varejistas Ricardo Eletro e Insinuante –, foi condenado pela Justiça Federal à pena de 3 anos e 4 meses de prisão por corrupção ativa.

Conforme o site Exame.com, a Procuradoria da República informou que Nunes teria pago propina a Einar de Albuquerque Pismel Júnior, auditor fiscal da Receita, para que a varejista Ricardo Eletro não fosse autuada pela sonegação de tributos.

Uma investigação revelou que a Eletro foi fiscalizada pela Receita entre junho e agosto de 2008. Durante quase três meses, os balanços e livros da empresa foram pesquisados. Em meio à fiscalização, a Receita em Minas Gerais, onde fica uma das sedes da companhia, teria sido alertada.

Conforme a Exame, o fato ocorreu por meio da contabilização das vendas superiores a R$ 400 pelo custo de aquisição das mercadorias.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a base do processo foi a prisão em flagrante do auditor Einar Júnior, em setembro de 2010, na qual agentes da Polícia Federal o detiveram na posse de R$ 50 mil e mais US$ 4 mil em dinheiro vivo, quando se retirava do escritório da Ricardo Eletro, em Indianópolis, zona sul de São Paulo.

Além disso, o Ministério Público Federal apurou que Einar teria omitido bens em suas declarações de imposto de Renda. Durante busca na residência do auditor, a Polícia Federal apreendeu R$ 109 mil e quase US$ 50 mil.

De acordo com o Estadão, a defesa de Ricardo Nunes, o advogado Cristiano Maronna, disse que a sentença de Nunes está equivocada.

A ação está sob segredo de Justiça e, até o momento, Nunes está em liberdade.

Pelo link relacionado abaixo, confira a matéria do Estadão na íntegra.