O Rio Grande do Sul quer atrair para o estado em 2013 a feira temática sobre energia renovável Renex, organizada pela Deusche Messe, a responsável por feiras como a Cebit.

Representantes da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI) e da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) tiveram uma reunião sobre o assunto com representantes da empresa alemã nesta sexta-feira, 09, em Hannover.

“A ideia é sintonizar a estratégia internacional às prioridades setoriais definidas pelo sistema de desenvolvimento. Ampliar o grau de internacionalização da economia gaúcha é a meta”, explica Mariela Klee, coordenadora da Área Internacional da SDPI.
 
A delegação gaúcha foi a maior entre todos os estados brasileiros presentes no projeto de participação brasileira na Cebit neste ano, com 20 dos 130 participantes.

O governador Tarso Genro (PT-RS) esteve visitando a feira acompanhado do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Cleber Prodanov e uma série de figuras de primeira linha da administração petista.

Em café da manhã com empresários gaúchos na segunda, 05, Tarso anunciou que o incentivo a participação em feiras seria uma prioridade da política industrial gaúcha, a ser oficialmente lançada em 30 dias. O governo subsidiou 80% do custo da participação das empresas gaúchas.

 Quanto à Renex, que foca em energia eólica, térmica solar, biomassa, fotovoltaica, biocombustíveis e hidrelétrica, o Rio Grande do Sul parece ter grandes chances de levar a feira como um todo ou pelo menos uma edição localizada, nos moldes do que a própria Deusche Messe já fez com a BITS, evento irmão da Cebit que terá uma segunda edição em Porto Alegre em maio.

A Renex acontece desde 2009 em Istambul, atraindo cerca de 15 mil visitantes para uma área de exibição de 12 mil metros quadrados.

É uma área apenas 20% maior do que a disponível no Centro de Convenções da Fiergs, o candidato mais provável para receber um evento desse porte.

Onde o Brasil desequilibra, no entanto, é no tamanho do mercado energético focado em matrizes limpas. O Ministério da Energia turco estima investimentos necessários de US$ 3 bilhões ao ano para atender a demanda de uma economia em expansão.

Só em 2010, o gasto do Brasil na área ficou em US$ 7,6 bilhões, o que fez do país o sexto no ranking das nações que mais investiram em energias limpas de acordo com dados do The Pew Charitable Trusts.

 Os investimentos mundiais em energia limpa alcançaram o valor recorde de US$ 243 bilhões em 2010, com alta de 30% ante 2009, com a liderança para a energia eólica, com US$ 95 bilhões.

Como sabe qualquer um que tenha veraneado no litoral norte, o Rio Grande do Sul tem um grande potencial para energia eólica.

Dados da Assembleia Legislativa gaúcha apontam que com pouco mais de 3,3% do território nacional, o estado detém o  equivalente a 15% do potencial eólico nacional.

A iniciativa privada já percebeu o potencial e desde 2007, Osório, no litoral norte, abriga o maior parque eólico da América Latina.

* Maurício Renner cobre a Cebit 2012 à convite da Softsul