A fabricante gaúcha de calçados Azaléia fechou sua fábrica localizada em Parobé, no Vale do Sinos, resultando na demissão de 800 colaboradores.

O encerramento da produção na unidade, fundada há mais de 50 anos, foi informada pela empresa via nota oficial divulgada na tarde da segunda-feira, 09.

Conforme o comunicado, o motivo do fechamento é a concorrência com os calçados importados, que está cada vez maior e tornou a medida “absolutamente necessária por questões de competitividade”.

O presidente da Vulcabras/Azaleia, Milton Cardoso, destacou também que a unidade de Parobé foi fechada por ser a menor da companhia em volume de produção.

O fechamento da unidade, segundo ele, reduzirá em oito mil pares/dia a capacidade geral de produção da fabricante, que mantém outras quatro fábricas na Bahia, Ceará, Sergipe e na Argentina, empregando 44 mil funcionários.

Ainda de acordo com a nota divulgada pela empresa, os cortes de empregos realizados em Parobé são “uma medida penosa, porém necessária”.

O documento prossegue lamentando que “na atual conjuntura econômica brasileira, os setores intensivos em mão de obra têm sido obrigados a realizar ajustes em função de vários fatores adversos que já foram extensivamente diagnosticados, mas que seguem intocados pela política econômica e, incompreensivelmente, com perspectivas cada vez mais claras de consolidação”.

Aos demitidos, a Azaléia garante que vai manter, pelos próximos três meses, o pagamento de benefícios de cesta de alimentos, assistência médica e creche.

Apesar do fechamento da fábrica, as diretorias de Marketing, Desenvolvimento de Produtos, Tecnologia, Planejamento, Suprimentos, Logística e RH da empresa seguirão funcionando em Parobé.

Histórico de cortes
Em julho de 2009, a Vulcabras/Azaléia já havia demitido cerca de 600 funcionários em Parobé, quando reduziu a produção da unidade em um turno.

Na época, a companhia também alegava a concorrência dos importados, especialmente de produtos chineses.

Foi o segundo corte de colaboradores realizados pela companhia naquele ano: no primeiro semestre, outras 299 demissões haviam sido realizadas.

Antes, ainda em 2008, a companhia havia encerrado as operações na unidade gaúcha de Portão, que na época empregava cerca de 250 pessoas.

Os colaboradores puderam, na época, optar entre se transferir para Parobé ou rescindir contrato.