Usar o Sistema Único de Saúde (SUS) para estimular a inovação é a proposta do ministro-interino de Ciência e Tecnologia, Luiz Elias.

“O Brasil precisa modificar seu modelo de desenvolvimento, deixar de depender das commodities e investir mais em pesquisa e inovação, com o SUS incentivando a iniciativa privada a inovar”, propôs Elias.

O ministro-interino falou no III Fórum Nacional sobre Inovação Tecnológica na Área de Saúde no Brasil, ao lado de políticos, empresários e pesquisadores. Sua proposta teve eco entre outros participantes.

O deputado federal Paulo Piau (PMDB/MG) ressaltou que o país precisa rever a forma de aplicação e o volume de recursos públicos destinados a pesquisas.

O presidente da Frente Parlamentar de Inovação citou como exemplo de nação bem-sucedida em relação à inovação tecnológica a Coreia do Sul, que investe 7% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, contra 1,9% no Brasil.

Segundo o parlamentar, algumas empresas, como a Samsung, tem em seu quadro de funcionários 15 mil pesquisadores, enquanto a Embrapa, que é referência no país, tem menos de 3 mil.

Carlos Augusto Gadelha, Secretário de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, classificou a parceria público-privada como de “extrema importância para o sucesso da produção de medicamentos de qualidade e para que a população tenha acesso facilitado a esses produtos”.

“Não há no mundo, Estado que não financie pelo menos 20% das pesquisas. Na Inglaterra são 70%”, disse.

Segundo Elias, entre 2006 e 2010 foram investidos R$ 500 milhões na criação de 122 institutos de tecnologia avançada. Desses, 39 são da área de saúde.