Willy Andrey Fröhlich é o novo coordenador da Divisão de Informática do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

O executivo, que atuava há cerca de quatro anos como coordenador de Projetos de TI e coordenador substituto da Divisão de Informática do órgão, sucede, no novo posto, a Elemar Scherer.

Conforme Fröhlich, a prioridade de sua gestão será a virtualização de processos, dentro do âmbito do chamado Inquérito Civil Eletrônico.

O novo coordenador afirma que, hoje, o MP-RS já conta com certificados digitais para todos os procuradores, o que permite que estes intimem-se virtualmente junto ao TJ-RS.

Agora, a fase é de levar ao meio eletrônico também ações externas, como denúncias, quebras de sigilo, entre outras.

A meta de conclusão do projeto, que iniciou em 2010, é de dois anos, dentro da gestão do atual procurador geral de justiça, Dr. Eduardo de Lima Veiga.

“Também vamos focar outros projetos para otimização interna de TI, como a melhoria da disponibilidade de dados, mas o inquérito civil eletrônico é o foco principal”, destaca Fröhlich.

Prioridade, não à toa: a modernização dos procedimentos civis e judiciais, com o lançamento de atividades e procedimentos diversos para o ambiente eletrônico, já deu mostras do quanto pode economizar para os estados.

Bons exemplos
Algumas ações só do TJ-RS, por exemplo, permitem perceber isso claramente: o órgão promoveu a virtualização de sessões de julgamento e a criação do Gabinete Virtual dos Juízes, em 2004 e 2008, respectivamente, gerando uma economia de R$ 740 milhões na tramitação de processos.

Em 2009, em entrevista ao Baguete Diário, Sérgio Tejada, juiz do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, informou que em 2008 todos os judiciários estaduais do país investiram, juntos, R$ 416 milhões em informática.

No mesmo ano, 25 milhões de novos processos ingressaram na justiça brasileira.

Na avaliação de Tejada, se todos eles tivessem tramitado no ambiente eletrônico, o valor economizado em papel superaria o investido pelos foros, tribunais e afins de todos os estados: R$ 500 milhões.

Além da economia, o magistrado destacou que mais de seis mil servidores do judiciário poderiam ter sido, na época, redirecionados de função se ações de protocolo, cadastro, entre outras, fossem automatizadas.

MP: foco na TI
Já quanto ao caso específico do MP-RS, os investimentos em TI são constantes.

Em junho de 2010, por exemplo, o órgão contratou, via licitação, a Advanced IT para assumir o suporte técnico de produtos Oracle.

A empresa gaúcha assumiu contrato para prestar serviços presenciais e remotos para softwares da instituição como Oracle Database Standard e Enterprise Edition; Oracle Real Application Clusters; Oracle Partitioning; Oracle Enterprise Manager; Oracle Internet Application Server Standard e Enterprise Edition; Oracle Weblogic Server Standard e Enterprise Edition.

O contrato contempla, ainda, serviços de planejamento, migração e acompanhamento de migração de versão dos softwares; implementação de políticas de segurança nos servidores, integração dos produtos Oracle com outras plataformas e apoio em processos de disaster recovery.

Implantação de novas funcionalidades, execução de verificações de vulnerabilidades nos softwares, auditoria e análise de logs também estão inclusas.