A Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) financiaram a construção de um laboratório de R$ 3,2 milhões na Unisinos, em São Leopoldo.

 
No espaço, inaugurado nesta sexta-feira, 09, serão feitas pesquisas sobre microfósseis, que são resquícios da vida pretérita da Terra e se encontram alojados nas rochas sedimentares. 
 
O ramo de pesquisa está diretamente relacionado com a exploração das jazidas petrolíferas na camada do pré-sal, na qual a Petrobrás já divulgou que pretende investir US$ 33 bilhões até 2014. 
 
“Esse é o único laboratório de Micropaleontologia da América Latina, voltado para a pesquisa aplicada, que não está instalado dentro de uma empresa de petróleo”, destaca o coordenador do Laboratório de Micropaleontologia e professor do Programa de Pós-Graduação em Geologia, Gerson Fauth. 
 
“Esse é o único laboratório de Micropaleontologia da América Latina, voltado para a pesquisa aplicada, que não está instalado dentro de uma empresa de petróleo”, destaca. 
 
O laboratório irá possibilitar que os cerca de 30 pesquisadores, técnicos, estagiários e alunos, que já desenvolvem estudos desse tipo, trabalhem de forma mais direta com a Petrobras. Até março de 2012, o número deve chegar a 45, com a assinatura de novos convênios com outras organizações.
 
P&D em petróleo
O laboratório inaugurado em conjunto com a Petrobrás não é o primeiro investimento na Unisinos na área de petróleo.
 
Em novembro de 2010, a universidade, em parceria com a  Organização Nacional da Indústria do Petróleo e Abinee, obteve R$ 4,9 milhões em verbas junto à Finep para a inauguração do  Instituto de Tecnologia em Automação para a Cadeia do Pré-sal, previsto para ser inaugurado em 2012.
 
Instalado no Tecnosinos, o instituto deve oferecer serviços design, prototipagem e mecânica fina para produtos de automação e um laboratório de ensaios e testes de avaliação de conformidade em segurança, focados na cadeia de fornecedores da exploração do pré-sal.
 
O centro de São Leopoldo é um dos três do gênero no país. Os outros dois locais ficam em São José dos Campos, centro de tecnologia do interior paulista, e no Rio de Janeiro, onde a Petrobras mantém seu P&D.
 
Altus é potência na área
O relacionamento do Tecnosinos com a Petrobrás não fica só na esfera acadêmica. 
 
Em junho, a Altus, empresa de automação industrial localizada no parque, fechou um contrato de R$ 115 milhões da Petrobrás.
 
O maior negócio da história da companhia gaúcha envolve a tarefa de automatizar as oito plataformas da Petrobrás a se originarem dos oito cascos já em produção na cidade de Rio Grande.
 
É a primeira vez que uma negociação do gênero envolve oito plataformas de uma só vez, o que, segundo o presidente da Altus, Luiz Gerbase, pode se configurar como o maior contrato de automação do mundo.
 
Na licitação, pesou a favor da empresa gaúcha seu percentual de inteligência e tecnologia nacional: o edital exigia 10% na primeira e 80% na última plataforma, ao que a Altus respondeu com 90% desde o princípio.