Aumentar a competitividade é a bandeira de Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do conselho superior do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), para enfrentar a desindustrialização que põe em risco a economia brasileira.

“Com o real forte, qualquer problema de produtividade vem à tona. O ideal seria ter uma participação maior da indústria no PIB”, aconselha Gerdau.

Em 2010, diz o Funcex, a participação da indústria de manufatura em relação ao PIB ficou em 15,8%.

Na opinião de Gerdau, o Brasil deveria perseguir os 25% de fatia da indústria no PIB nacional para fazer frente à desindustrialização.

Competir com o que vem de fora, no entanto, será difícil – opinião comum a outros representantes dos empresários.

Heitor Müller, presidente da Fiergs, por exemplo, chamou o Brasil nessa segunda-feira, 12, de “uma feira livre de importados” ao apresentar as perspectivas da Federação para a economia no próximo ano.

Pelas contas da entidade, entre janeiro e setembro deste ano, a produção de bens duráveis na indústria brasileira cresceu apenas 1% – já a importação saltou 30% no mesmo período.

Segundo o presidente da Fiergs, o maior problema são os países que “praticam dumping social e dumping cambial”, como a China, que fornece produtos a preços inalcançáveis graças a uma política que tira proveito do baixíssimo custo da mão-de-obra.

A saída estaria em apostas inovadoras e uma cultura de gestão eficaz, que mantenha a indústria competitiva, com bons produtos, diz Gerdau, que hoje integra a Câmara de Gestão e Competitividade.

“Para isso, temos que ser competitivos”, insiste o executivo.

Müller completa: “precisamos também ter isonomia nas condições de competição com outros países”.

Conforme a Fiergs no primeiro semestre de 2012, a tendência será de desaceleração, com os acúmulos de estoques em alguns setores.

Já no segundo semestre, o clima será de retomada no crescimento. A tendência é de que o PIB brasileiro feche o ano com um crescimento de até 2,6% em um cenário moderado – acima do índice previsto para o Rio Grande do Sul, que é de 2,1%.

PGQP recordista
Em 2011, o PGQP, que tem Gerdau entre seus conselheiros, encerra registrando mais de 9,5 mil organizações com Termo de Adesão.

 Neste ano o PGQP bateu recordes realizando o maior evento do mundo na área da qualidade.

Mais de 8,5 mil estiveram na FIERGS, em julho, para o 12º. Congresso Internacional de Gestão, Feira de Resultados e 16ª edição do Prêmio Qualidade RS, considerado o “Oscar da Qualidade”, que agraciou 147 organizações.

Os números de inscrições (207) e de premiados são os maiores na história deste reconhecimento. Na ocasião, também houve a entrega do 1º Prêmio Inovação PGQP.