Mineradoras e empresas de autopeças já demitiram, desde novembro de 2008, 6,7 mil trabalhadores nas regiões do Vale do Aço e do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais.

A situação mais grave ocorre em Sete Lagoas, onde em dois meses os cortes chegam a 3,6 mil, em uma base que antes era de 11 mil trabalhadores, informa o Valor Online.

Já na região do Quadrilátero Ferrífero, a Vale desligou 1,8 mil trabalhadores de empresas que prestavam serviços à corporação, que ainda vai se reunir com parte dos 24 sindicatos de categorias que contrata para definir alternativas à demissão.

A empresa negocia com sindicatos de todo o país a suspensão temporária dos contratos de trabalho, mas não informou o número de empregados que seriam atingidos com a medida – até agora já adotada para 43 funcionários de uma unidade da Vale em Corumbá (MS).

Já em Ipatinga, a Usiminas demitiu em torno de 300 trabalhadores terceirizados. A empresa, que gera 22 mil empregos no município, ainda discutirá se fará novos cortes.

Volkswagen e Arcelor Mittal Brasil também estão na lista das que pensam em demitir. As duas companhias anunciaram a adoção de um programa de desligamento voluntário (PDV) que, na primeira, contempla até 250 trabalhadores, e na segunda, um número não especificado.